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Apostando na paz entre o governo da Colômbia e as Farc-Ep

Delegações do governo do presidente Juan Manuel Santos e das guerrilheiras Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo, conhecidas pelas siglas FARC – EP, retomaram no último fim de semana, em Havana, as negociações para salvar o acordo de paz assinado em 26 de setembro passado, mas derrotado, poucos dias depois, a 2 de outubro, em um plebiscito convocado para que a população colombiana ratificasse ou rejeitasse o documento.

O Alto Comissariado para a Paz, Sergio Jaramillo, e o chefe da equipe negociadora das forças rebeldes, Iván Márquez, ratificaram o começo das negociações na capital de Cuba, onde analisarão 500 propostas, reunidas em 57 eixos temáticos, destinados a satisfazer as inquietações dos que votaram NÃO na consulta.

Santos exigiu aos membros de seu gabinete não levantarem da mesa até um novo acordo, que provavelmente não será levado a plebiscito, e sim ratificado diretamente pelo organismo legislativo.

Após fracassar na votação, o chefe de Estado colombiano iniciou série de reuniões com diferentes setores que propulsaram o NÃO, incluído o partido Centro Democrático, do ex-presidente Álvaro Uribe, um dos principais opositores à paz nessa nação sul-americana.

As propostas foram reunidas durante mais de 60 sessões de trabalho e todas serão analisadas em pormenores com las FARC-EP, garantiu Santos.

Por enquanto, tudo que foi assinado pelo executivo e os rebeldes se encontra num limbo jurídico, incluindo assuntos espinhosos, como a concentração dos rebeldes em determinados acampamentos, um passo preliminar à entrega das armas, e sua incorporação à vida civil e política.

A comunidade internacional fez numerosas chamadas para resolver esta situação o mais rapidamente possível e encontrar um caminho efetivo para alcançar a paz entre os atores principais de um conflito armado de mais de meio século de duração, que deixou centenas de milhares de mortos e desaparecidos e milhões de deslocados internos, a maioria camponeses e indígenas.

O próprio Santos tem pressa, porquanto no próximo 10 de dezembro deve receber na Noruega o Prêmio Nobel da Paz, um galardão que, no entendimento de muitos, foi dado precipitadamente, quando o processo ainda não tinha acabado.

Outras vozes protestaram a injustiça de premiar um só dos que assinaram o acordo, porque os rebeldes mereciam o prêmio tanto quanto o presidente.

Hoje, as delegações trabalham longas horas para conseguir um novo pacto, dando prioridade à maturidade política e a boa vontade, para acabar com este conflito e dedicar os esforços a outro diálogo não menos árduo e complicado com o Exército de Libertação Nacional, conhecido pelas siglas de ELN.

O tempo é curto, devem começar já a curar as feridas de uma guerra tão prolongada, que fragmentou a sociedade colombiana. Esta deve transitar a via da reconciliação para construir um futuro melhor e mais justo.

Editado por Martha C. Moya
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