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Volta a ameaça nuclear

G. Alvarado

Pouco depois de abandonar o tratado de controle de mísseis de curto e médio alcance, os EUA realizaram um teste atômico na ilha de San Nicolás, em frente ao litoral da Califórnia, dando início a uma nova corrida armamentista que poderia ter graves consequências para a humanidade.

Ao longo de vários meses, as autoridades norte-americanas e da Rússia mergulharam numa polêmica em torno desse pacto, que proibia os testes de foguetes com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros. O veto incluía os convencionais e os capazes de portar ogivas nucleares.

O tratado tinha sido assinado em 1987 pelos presidentes Ronald Reagan, dos EUA, e Mijail Gorbachov, da então União Soviética. O propósito era evitar a proliferação desse tipo de armamento, cujo número naquela época já era suficiente para destruir várias vezes o planeta.

Ao terminar a chamada Guerra Fria entre as duas potências com o desaparecimento do campo socialista do leste europeu, tudo indicava que o mundo entraria numa fase de certa tranquilidade. Porém, os EUA e seus aliados continuaram nutrindo e modernizando seus arsenais. Ao mesmo tempo, intensificaram as ameaças e chantagens para evitar que outros países pudessem desenvolver a tecnologia nuclear, inclusive com fins pacíficos.

A chegada à Casa Branca de Donald Trump e sua equipe de falcões trouxe de novo o perigo de um holocausto nuclear. Os mais recentes acontecimentos demonstram essa hipótese.

Desde o começo do mandato, o governo de Trump começou a arvorar supostas violações da Rússia a esse tratado, até abandoná-lo definitivamente. No dia 19 passado, fez o primeiro teste com mísseis modernos desse tipo.

Fica evidente que os especialistas norte-americanos na matéria não podiam ter preparado o novo foguete em tão pouco tempo. Ou seja, na surdina vinham desenhando e fabricando essa arma violando o conteúdo do documento. Isso demonstra que o presidente norte-americano já estava pensando em jogar no lixo o tratado apesar dos chamamentos da Rússia e da China ao bom-senso nessa área.

Aliás, o risco não é apenas pela existência dos novos foguetes. Os próprios testes já representam um perigo. Estudos indicam que de 340 mil a 690 mil civis morreram vítimas da radiação atômica nas vizinhanças dos polígonos onde explodiram as ogivas de 1951 a 1973.

Uma pesquisa liderada pelo economista Keith Meyers, da Universidade de Arizona, leva em conta os resíduos da radiação nuclear que chegam aos seres humanos inclusive pelos alimentos consumidos, como a carne e leite de bovinos contaminados. Está provado que isso pode ocasionar diversos tipos de câncer.

Portanto, cabe afirmar que a nova corrida armamentista iniciada pelos EUA está nos aproximando cada dia mais de um eventual holocausto nuclear.

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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