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O bloqueio limita, mas Cuba aposta em sua indústria turística

M.J. Arce

Sem dúvida, o turismo é um dos carros-chefe da economia cubana. Hoje, o destino Cuba goza da preferência de inúmeros turistas que gostam não só da beleza natural do país, mas também da hospitalidade do seu povo, da segurança nas ruas e de seu rico patrimônio histórico e cultural.

Contudo, o turismo é, também, um dos setores mais castigados pelo ferrenho bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos durante quase sessenta anos aos cubanos.

Sob o atual governo norte-americano, esta esfera tem sofrido fortes pressões, e as medidas adotadas pelo presidente Donald Trump buscam entorpecer seu crescimento.

Em junho de 2019 entrou em vigor a proibição de conceder licenças a aviões não comerciais e navios de passageiros e de recreio para estadias temporárias, cruzeiros inclusive, em Cuba. Tal medida limitou naturalmente a chegada, neste ano, de muitos turistas que escolhem essas modalidades de viagem.

A ativação em maio passado do Capítulo III da Lei Helms-Burton também atenta contra o desenvolvimento do turismo, isto porque permite entrar com ações nos tribunais norte-americanos contra empresas cubanas e estrangeiras ligadas ao setor.

A indústria turística cubana, portanto, compete em condições complicadas, porque deve adquirir os produtos e insumos hoteleiros na Europa e Ásia e não tem acesso a importantes empresas publicitárias internacionais.

O documento sobre os danos causados pelo desumano cerco – apresentado em setembro passado, em Havana, pelo chanceler Bruno Rodriguez - detalha: os prejuízos provocados ao setor turístico de abril de 2018 a março de 2019 montam em 383 milhões de dólares.

Apesar do adverso panorama, se trabalha intensamente e Cuba se prepara neste instante para a temporada alta de turismo, que começa no mês de novembro, disponibilizando mais de três mil quartos hoteleiros.

Em recente reunião de balanço do setor, dirigida pelo presidente cubano Miguel Diaz-Canel, se informou da abertura de novos hotéis e investimentos no chamado turismo de natureza.

E foram dados detalhes da restauração de imóveis patrimoniais, muitos já transformados em estabelecimentos turísticos. A isto se somam novos produtos, a propósito dos 500 anos de fundação de Havana, que se comemora no mês que vem.

O bloqueio norte-americano limita muito, mas as autoridades do setor não esmorecem promovendo a autêntica Cuba a todos os povos que queiram conhecê-la e deliciar-se com as variadas opções que oferece.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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