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Trump inicia a saída do Acordo de Paris

G. Alvarado

O presidente dos EUA Donald Trump deu os primeiros passos para a saída formal do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas. Fez exatamente aquilo que tinha anunciado há mais de dois anos e se isola assim um pouco mais da comunidade internacional.

Em junho de 2017, quando levava apenas seis meses na Casa Branca, Trump falou que retiraria seu país do mencionado pacto, assinado por seu antecessor Barack Obama e outras 197 nações em 2015 com o propósito de conter o aquecimento global e proteger o meio ambiente.

Tem quem pensa que o êxito do acordo será difícil sem a participação da maior potência econômica do planeta. Já outros garantem que a saída de Washington não terá um grande impacto.

Em poucas palavras, esse compromisso tenciona diminuir as emissões à atmosfera de gases poluentes, especialmente o perigoso CO2 - dióxido de carbono, limitar a subida da temperatura média a dois graus centígrados para 2020 e parar o aquecimento totalmente 30 anos mais tarde, ou seja, em 2050.

Se não se fizesse nada, para o final deste século a temperatura do planeta subiria três graus com relação à era a pré-industrial, o que poderia desencadear efeitos negativos irreversíveis para a vida, tanto dos seres humanos quanto das plantas e dos animais.

Quanto à pergunta se isto será possível sem os EUA, os otimistas acham que sim, é possível. O primeiro argumento é que a notícia sobre a saída do acordo veiculada por Trump não provocou nenhuma reação em cadeia. Pelo contrário, neste momento há 187 países signatários que ratificaram sua participação.

Em segundo lugar, embora o atual governo norte-americano tenha dado marcha à ré a uma série de diretrizes da administração de Obama, como a supressão dos controles de emissões de metano em poços de petróleo e gás e o relaxamento da proteção de espécies ameaçadas, várias cidades e estados têm assumido um comportamento totalmente diferente.

Como uma espécie de revolta ante a decisão absurda do presidente, inúmeros prefeitos e governadores aplicam por iniciativa própria políticas meio ambientais em consonância com o resto do planeta.

Ademais, a ausência de delegações oficiais dos Estados Unidos nas reuniões internacionais sobre este tema torna o clima nesses encontros menos tóxico e evita pressões e chantagens sobre outros governos.

Por último, conforme o texto do Acordo de Paris, a saída definitiva de um membro não pode acontecer antes de 4 de novembro de 2020, data em que cessa o Protocolo de Kyoto. Esse dia vem depois das eleições presidenciais nos EUA, portanto, se Trump perder, caberá a possibilidade de outro presidente dar marcha à ré no último instante.

Independentemente do que ocorrer, a verdade é que o mundo vai conscientizando aos poucos a necessidade de salvar nosso único lar, e com isso a vida de todas as espécies.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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