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Projeto norte-americano ZunZuneo violou soberania de Cuba e outros países

O projeto subversivo ZunZuneo, levado adiante em sigilo pelo governo dos EUA através da USAID, Agência para o Desenvolvimento Internacional, violou a soberania de Cuba e de outras nações.
 
O programa esteve ativo até 2012 e utilizou terceiros países para instaurar de maneira ilegal uma espécie de Twitter aproveitando as redes sociais e o serviço de telefonia celular em Cuba. A ação tem sido criticada energicamente por governos, legisladores, intelectuais e ativistas sociais de várias nações.
 
As autoridades da Costa Rica pediram explicações aos EUA pelo uso do seu território para lançar essa rede, que mascarou suas verdadeiras intenções sob o manto de supostos fins humanitários. O ministro das Comunicações, Carlos Roverssi, disse que a ação foi altamente inconveniente para os interesses nacionais. “Este governo e este país não se prestam para ser utilizados por terceiros para afetar outras nações”, frisou Roverssi.
 
Nesta semana, o diário “La Nación” indicou que a rede ZunZuneo operou durante um ano e meio, a partir de meados de 2009, desde o território costarriquenho.
 
As revelações feitas no começo deste mês pela agência noticiosa norte-americana AP indicam que ao implementar o projeto, a USAID violou também a soberania e as leis da Espanha, Irlanda e Nicarágua, e até as dos próprios EUA.
 
O diário nicaraguense “La Prensa” destacou que o programador de ZunZuneo foi um cidadão desse país que trabalha na embaixada dos EUA em Manágua, a capital. A matéria garante que o grupo de contratistas instalou computadores na Espanha, Irlanda e nas Ilhas Caimã para processar os textos, e contratou a empresa espanhola Lleida.net para enviar a Cuba as mensagens sem seus códigos de identificação na internet.
 
Ficou claro o caráter secreto do plano, que instaurou uma complexa malha de países, empresas e contas bancárias fantasmas para tentar ocultar a participação direta de agências do governo dos EUA na operação subversiva.
 
Ao ter de depor no Congresso norte-americano, o diretor geral da USAID, Rajiv Shah, teve de admitir que os usuários da rede ZunZunet não tinham conhecimento de que se tratava de um projeto financiado pelo governo dos EUA, nem sabiam qual era seu objetivo verdadeiro.
 
A revelação do programa subversivo e ilegal contra Cuba, executado com todas as características de uma operação encoberta, tem gerado o repúdio internacional. E tornou evidente mais uma vez que a Agência dos EUA para o Desenvolvimento é um dos instrumentos utilizados por Washington para defender seus interesses hegemônicos e levar adiante atividades de ingerência política e ideológica.
 
(M.J. Arce, 25 de abril)
 
Editado por Juan Leandro
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