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Líbia, o paraíso dos mercenários

Por Guillermo Alvarado

A confusa guerra que flagela a Líbia faz nove anos, desde que uma coalizão ocidental depôs e propiciou o assassinato do líder Muhamar Al Gadafi, vai endurecendo com a chegada dos quatro cantos do mundo de tropas mercenárias, a principal força de combate naquele pais.

França, com o apoio da OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte – dirigiu a intervenção que destruiu a nação mais próspera e estável da África naquele tempo, e a enviou à Idade Média.

No meio do caos, dois grupos se fortaleceram e estão brigando pelo poder. Um deles é o chamado Exército Nacional Líbio, dirigido pelo marechal Jalifa Hafter,  o homem forte de Gadafi até que foi recrutado pela CIA. Ele controla o leste do país.

Seu principal adversário é o Governo de Acordo Nacional, reconhecido pela ONU, mas sem poder verdadeiro fora de Tripoli, a capital, que vem sendo assediada desde o ano passado pelas tropas de Hafter, sem o êxito esperado pelo sitiante.

À margem atuam inúmeras quadrilhas que atacam a população civil, roubam e sequestram, se dedicam ao tráfico de drogas e de migrantes explorados sexualmente e no trabalho, ou vendidos como escravos em mercados clandestinos.

Na última terça-feira, a representante temporária da ONU na Líbia, Stephanie Williams, denunciou no Conselho de Segurança a entrada contínua de mercenários na Líbia para reforçar tanto um grupo quanto o outro. Isto mantém o conflito ativo apesar da pandemia da Covid-19.

Williams explicou que os dois bandos recebem armas modernas do exterior, que incluem drones, sistemas antiaéreos e outros instrumentos para matar.

Tudo isso faz prever que o conflito, em lugar de diminuir, será cada vez mais intenso, com novos sofrimentos para a população civil presa numa guerra que veio do exterior sob o absurdo pretexto de instaurar a “democracia e a liberdade”.

Líbia é um claro exemplo do que estes conceitos significam para as potências ocidentais, especialmente para os Estados Unidos. Dessas potências poderíamos dizer a mesma coisa que das lendárias tropas de Átila, o huno: por onde passavam o capim não crescia mais.

É, também, uma advertência sobre o que poderia se passar na Venezuela se fosse consumado o plano da Casa Branca: enquanto irmãos matam irmãos, Washington leva disfarçadamente o petróleo e outras riquezas nacionais.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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