Bem distantes as metas de desenvolvimento

Por Guillermo Alvarado

As chamadas Metas de Desenvolvimento Sustentável que deveriam ser atingidas em 2030 para alcançar um mundo mais equilibrado e justo, agora estão muito mais distantes devido à pandemia da Covid-19 que atrapalhou a marcha da economia mundial com efeito negativo nos menos favorecidos.

O secretário geral das Nações Unidas Antonio Gutérrez comentou o assunto ao participar da reunião anual do Conselho Econômico e Social da ONU conhecido pelas siglas ECOSOC.

O alto funcionário disse que nas circunstâncias atuais é preciso multiplicar a luta contra a pobreza e avisou que a pandemia descobriu a fragilidade de muitas sociedades e o impacto negativo entre os segmentos populacionais mais vulneráveis.

Na maioria dos países, tanto industrializados quantos os chamados em desenvolvimento, isto é, pobres, o efeito mais visível da pandemia é a destruição de milhões de empregos, justamente aquelas vagas preenchidas pela camada média e baixa da população.

Isto pode empurrar uns 500 milhões de pessoas para a pobreza, advertiu a organização não governamental britânica OXFAM colocando assim ponto final em anos de avanço na luta contra esse flagelo.

Diante deste panorama sombrio, Gutérrez pleiteou três metas de prioridade. A primeira é ajudar os países a conter o impacto da pandemia e acabar com a propagação do vírus.

A segunda meta é ajudar a salvaguardar o desenvolvimento alcançado, debelar o impacto socioeconômico da doença e proteger as vidas.

A terceira é assegurar que os esforços nacionais, regionais e globais sigam o rumo da Agenda 2030 e o Acordo de Paris sobre Mudança Climática.

Sem dúvida, é um programa ambicioso, com sérios obstáculos pela frente, porque até agora a tendência da maioria dos países ocidentais, encabeçados pelos EUA, a primeira potência mundial, tem sido privilegiar a economia em detrimento da saúde e a vida das pessoas.

Embora continue forte a circulação do vírus que provoca a Covid-19, em muitos países começaram a levantar restrições que tinham sido impostas para cortar o contágio. A falta de políticas de proteção social coloca as pessoas entre a espada e a parede e as obriga a escolher entre a fome e a doença, uma disjuntiva execrável.

Assim, resta pouco espaço para que a sociedade possa dar passos rumo à eliminação de males seculares criados por modelos perversos de produção, distribuição e consumo, onde poucos têm tudo, e os demais carecem do indispensável.

 

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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