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Salvando a situação

Por Guillermo Alvarado

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump corre contra relógio, querendo salvar sua campanha eleitoral para os pleitos de três de novembro, quando as intenções de voto favorecem seu rival Joe Biden.

Não pensem que o candidato do partido Democrata entusiasma as multidões, nada disso, mas são tantas as barbaridades cometidas por Donald Trump que muitos de seus partidários estão se afastando dele para evitar outros quatro anos de caos.

Trump está jogando suas últimas cartas para virar a opinião pública. Isto explica por que defendeu o uso de forças federais para atacar os manifestantes em Seattle e Portland.

Em conluio com o Procurador Geral William Barr, tenta incutir no imaginário popular que os manifestantes são anarquistas, pessoas doentes, violentas e transtornadas. Afirma se Biden ganhar a presidência, o país vai desmoronar e trata de se mostrar como o homem forte da lei e a ordem.

Apesar de seus esforços, a tempestade não afrouxa e se multiplicam as marchas contra o racismo e a brutalidade da polícia e crescem as críticas às medidas de força impulsionadas pelo polêmico magnata.

O Procurador Geral de Wisconsin, Josh Kaul, afirmou: “ fomos testemunhas de um presidente que utiliza táticas fascistas”, em alusão aos imigrantes demonizados por Trump, aos ataques contra comunidades minoritárias e o uso da força contra manifestantes tanto em frente à Casa Branca, quanto em Portland.

Outro argumento eleitoral de Trump é mentir com relação à pandemia da Covid-19. Falando para a imprensa, disse que não havia coronavírus em boa parte do país, o que é mentira, porquanto 21 estados se acham na zona vermelha e no país morreram mais de 150 mil pessoas.

Também não esquece seus inimigos favoritos: os migrantes. Em oposição a um ditame da Suprema Corte de Justiça anunciou que vai continuar seu projeto de desmantelar o programa de legalização temporária dos que chegaram sendo menor de idade aos Estados Unidos, o chamado DACA.

Trump está procurando salvar a situação quando só faltam três meses para as eleições, ciente de que ainda nem tudo está perdido, e o seu rival, por enquanto, não ganhou nada.

As próximas eleições não vão se definir pelo voto em favor de Joe Biden, e sim pelos votos emitidos contra Trump. O tempo que falta, portanto, é particularmente importante, num país sem muita cultura política, onde a propaganda é um fator quase vital para formar a opinião pública.

Pão e circo ou ao menos muito circo, nos espera.

 

 

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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