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América Latina comprometida com erradicar a pobreza

A América Latina e o Caribe tem sido uma das regiões que mais avançou na redução da desigualdade social. Porém, ainda falta muito a fazer nesse aspecto. Isso foi ressaltado pelos representantes de mais de 10 nações da área presentes no 10º Foro de Ministros de Desenvolvimento Social, realizado em Quito, capital do Equador.

No encontro foi ratificado o compromisso de trabalhar para erradicar a pobreza e fortalecer as políticas encaminhadas a ultrapassar as chamadas assimetrias sociais. Os governos latino-americanos de teor progressista marcham nesse rumo. Graças a essa postura, o índice GINI, que mede a desigualdade numa faixa de zero a um, baixou de 0,53 a 0,49 nesta região do ano 2000 ao 2010.

Nesse empenho, destaque para o Brasil, Bolívia, Equador, Venezuela, Nicarágua e Argentina, que têm apostado na inclusão social de segmentos marginalizados historicamente por décadas de políticas neoliberais. Um investimento social maior, principalmente em áreas como a educação, permite romper com a pobreza e contribuir ao desenvolvimento.

No Equador, por exemplo, o governo do presidente Rafael Correa realiza grandes esforços para garantir avanços em ciência e tecnologia, além de fomentar o conhecimento e as pesquisas voltadas para a produção. Nos sete anos de mandato de Correa, as verbas do ensino superior passaram de 1,1% do Produto Interno Bruto a 2%.

Em 2010, promulgou-se uma nova lei para a educação universitária. O propósito foi melhorar a qualidade do setor e erradicar a discriminação e a desigualdade que deixava para as zonas rurais os centros de baixa categoria. Vários deles foram fechados para capacitar o corpo docente, e quatro universidades de alto nível foram inauguradas.

As autoridades instauraram o programa Prometeu, que tenciona fortalecer a pesquisa, a docência e a transferência de conhecimentos em alguns temas especializados através da promoção de vínculos com pesquisadores estrangeiros e equatorianos radicados no exterior.

O objetivo no Equador é ampliar o acesso ao ensino, desde o nível fundamental até o superior, como uma das vias para contribuir à erradicação da pobreza e da exclusão. O presidente Correa tem declarado que o desenvolvimento do país deve estar baseado na única fonte inesgotável de riqueza: o talento humano e os conhecimentos. Isso permitirá alcançar um desenvolvimento sustentável e também soberano.

(M.J. Arce, 7 de outubro)

Editado por Juan Leandro
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