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Debate quente sobre mudança climática

Para ninguém é um segredo que a mudança climática não é uma ameaça, mas sim uma realidade que custa cada ano valiosas vidas e perdas avaliadas em bilhões de dólares. Como é de se esperar, essas carências têm um impacto negativo principalmente na economia dos países mais necessitados.

Tempestades fora de temporada, chuvas fortes em áreas normalmente afetadas pela seca, ondas de calor, são alguns dos fenômenos cada vez mais recorrentes que causam alarme entre os governantes e a população.

Ainda não se tem nenhuma evidência científica comprovada. Não obstante, muitos especialistas acreditam que existe uma ligação entre as alterações climáticas e as violentas erupções vulcânicas e terremotos que devastam países inteiros.

As causas são bem conhecidas: o modelo irracional de produção e consumo que têm detrás de si o uso excessivo de combustíveis fósseis, para os quais são empregados os métodos mais agressivos. Desse jeito não adianta o ciclo natural para um renovar sustentável dos recursos naturais.

Além de causar danos irreparáveis à solidez da estrutura do planeta, nesta prática se inserem produtos químicos perigosos para o lençol freático. Estes resíduos também podem chegar até as correntes da superfície, com perigo para todas as espécies animais e vegetais.

Um momento importante na luta contra as alterações climáticas vai ser a reunião de Paris a realizar-se de 30 de novembro a 11 de dezembro. Do encontro, participarão presidentes e chefes de Estado de mais de cem países, bem como especialistas, membros de grupos cívicos e milhares de jornalistas.

Não obstante, o encontro já nasce com o tronco torcido. Segundo organizações não governamentais como Attac França, Oxfam e Amigos da Terra, entre os financiadores do evento há muitas das empresas responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa.

Denominada como COP-21 a cita vai ser uma das últimas oportunidades para alcançar o objetivo de diminuir o aquecimento global e evitar um colapso ambiental nos próximos anos.

Talvez os políticos estão agora mais conscientes dos perigos, mas isso não é suficiente. É preciso um enorme esforço para mudar a mentalidade das grandes corporações industriais e energéticas dispostas, talvez, a financiar novas reuniões, mas não desistir de seus enormes lucros.

(GA – 1 de junho de 2015)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Editado por Juan Leandro
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