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Tremula a bandeira cubana em Washington: primeiro passo de um longo caminho para a normalização das relações

A partir da segunda-feira tremulou novamente em Washington a bandeira cubana, que põe fim a mais de cinco décadas de afastamento diplomático. Foi em 1961 quando unilateralmente a Casa Branca, então liderada pelo presidente Eisenhower, decidiu romper relações com Cuba.

Em seguida, começou um processo de hostilidades que visava destruir a Revolução Cubana. O fracasso desta tentativa foi reconhecida em dezembro passado pelo chefe de Estado, Barack Obama, quando anunciou sua vontade de restabelecer as relações. É importante destacar que o vínculo deve ser baseado na igualdade, a soberania e a não ingerência nos assuntos internos dos Estados.

Conforme indicou em Washington o acadêmico cubano Eusebio Leal, a reabertura da embaixada de Cuba na capital norte-americana é “o reconhecimento da legitimidade do povo cubano e da própria Revolução, negado durante muitos anos pelos Estados Unidos."

Todo mundo conhece a heroica resistência de Cuba às agressões planejadas e executadas desde território norte-americano, e até mesmo de outros países irmãos da América Latina. Também ninguém desconhece o preço elevado que o povo da ilha pagou por seu compromisso e lealdade aos seus princípios.

Sem esse valor hoje não seria possível dar o primeiro passo de um caminho complexo para a normalização das relações entre os dois adversários da Guerra Fria.

O bloqueio econômico, comercial e financeiro permanece ainda intacto com suas regras que violam o direito internacional, incluindo as leis Torricelli e Helms-Burton.

Os cidadãos norte-americanos ainda não podem visitar Cuba. Empresários norte-americanos observam com desconforto como delegações do mundo todo visitam Havana para propor acordos comerciais de vários tipos.

Além disso, enquanto os tratados internacionais exigem aos estados manter o respeito absoluto pela integridade territorial das nações com as quais têm relações diplomáticas, há uma porção de solo cubano na Baía de Guantánamo, onde, os Estados Unidos mantêm uma base naval e um campo de prisioneiros. Nesse lugar são praticadas torturas e outras graves violações dos direitos humanos.

O Congresso norte-americano mantém grandes quantidades de dinheiro para promover a subversão em Cuba. Igualmente permanecem regulamentos, como a seção 211 da Lei de Dotações Orçamentárias, que permite, entre outras irregularidades, o roubo da marca Havana Club nos Estados Unidos.

 

Ainda fica um longo caminho por percorrer nas ações dos norte-americanos. Cuba nunca emitiu nenhuma lei o promoveu conduta agressiva com o propósito de provocar dano ao povo dos Estados Unidos.

 

(GA – 20 de julho)

 

 

Editado por Juan Leandro
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