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Presidente argentino continua pressionado por Panamá Papers

O presidente da Argentina, Maurício Macri, continua sob forte pressão à medida que se revelam mais detalhes dos denominados Panamá Papers, que apesar do caráter seletivo da informação, subiu à tona o tema da corrupção, lavagem de dinheiro e a sonegação de impostos por meio de empresas situadas em paraísos fiscais.

O chefe de Estado argentino tem a ver com várias destas firmas offshore, entra elas a Fleg Trading, fundada nas Bahamas através do escritório de advocacia Mossack Fonseca para projetar investimentos no Brasil.

Macri, que não incluiu sua participação nesta empresa quando fez sua declaração patrimonial, se defendeu afirmando que nunca houve nenhuma atividade da firma, nem recebeu salários ou alguma outra remuneração.

Sua declaração não convence, porquanto não clarifica temas fundamentais: por que fundar uma offshore nas Bahamas se queria investir no Brasil, onde, aliás, sua família tem abundantes interesses econômicos ?

Todo o mundo sabe que os paraísos fiscais servem para esconder capitais dos governos, sonegar impostos, mover canais ocultos ou lavar fundos obtidos graças a atividades ilícitas.

Assim, disse Marina Walker Guevara, a vice-diretora do Consórcio Internacional de Jornalistas de Pesquisa, pessoas com responsabilidades públicas têm que pensar 10 vezes antes de ir a nadar nas águas turvas dos paraísos fiscais que é por onde passa a maior criminalidade e todos os atos de corrupção do mundo.

Por sinal, a sede deste consórcio fica em Washington e já se sabe que recebeu dinheiro do governo norte-americano para investigar os Panamá Papers, portanto Macri não poderá acusá-la de pertencer à imprensa militante como seus semelhantes gostam de chamar a imprensa independente das grandes corporações da informação.

Neste contexto, a procuradoria argentina convoca a ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner a declarar em Buenos Aires por suposto delito de lavagem de dinheiro.

A demanda contra a ex-presidente é vista por muitos analistas como uma manobra para criar um escândalo artificial, cobrir o escândalo que rodeia Macri com suficientes provas. Alguma coisa assim como um prego tira outro prego. É claro que não contaram com a reação dos movimentos populares que vão acompanhar Cristina desde sua chegada hoje à noite a Buenos Aires.

É conveniente somar-se à chamada de muitas personalidades, entre elas a do presidente do Equador, Rafael Correa, que pede a publicação de todos os Panamá Papers já, para conhecer todos os envolvidos no escândalo e saber a verdadeira dimensão do caso que vem demonstrar de novo qual é a ética, ou melhor, a falta total de ética, no mundo dos grandes negócios do capitalismo.

Editado por Yusvel Ibáñes Salas
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