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Acordo sobre mudança climática

Representantes de 165 países reunidos na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York assinam acordo sobre a mudança climática, documento adotado na cúpula mundial de Paris que foi encerrada em 12 de dezembro passado.

O pacto consta de 29 artigos e é considerado por muitos como a última oportunidade para salvar o planeta dos efeitos nocivos da emissão de gases poluentes para a atmosfera, uma consequência direta do modelo irracional de produção e consumo praticado pelas principais potências industrializadas.

Os reunidos em Paris concordaram em concentrar todos os esforços necessários para manter o aquecimento global debaixo dos dois graus centígrados com relação ao século 19, na denominada época pré-industrial.

Muitos países estão sofrendo os danos provocados pela subida da temperatura que se manifesta em estiagens, chuvas torrenciais e o aumento da força de eventos da natureza, como os furacões, tornados, enchentes e tempestades locais.

A destruição de colheitas e a conseguinte falta de alimentos são fatores que ocasionam migrações em massa, principalmente dos países do sul para o norte mais desenvolvido, um drama humano que está fazendo milhares de vítimas, entre elas muitas crianças e mulheres.

Os acordos de Paris também contêm a necessidade de promover o desenvolvimento econômico com baixas emissões de gases efeito estufa, sem comprometer com isso a produção de alimentos. Além disso, se deve encaminhar os fluxos financeiros nessa direção.

Os países do sul estão dispostos a apoiar estes compromissos, mas querem que os do norte industrializado expressem sua vontade política de levar à prática o que foi já aprovado, em harmonia com o princípio das responsabilidades comuns, que passa por não esquecer que foram as nações ricas que contaminaram o planeta, mas quem paga as consequências são os pobres, os que não têm dinheiro suficiente para recuperar o perdido.

Neste sentido, o presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou o sistema capitalista. Disse que promove os negócios ambientais, a mercantilização da natureza, da vida e do patrimônio comum.

As florestas, a terra, os ecossistemas, mares e oceanos são dons de nossa Mãe Terra para o bem viver. A usurpação desses dons altera o equilíbrio e o sistema de vida dos povos, afirmou o chefe de Estado boliviano.

O acordo de Paris entrará em vigor 30 dias depois de que ao menos 55, dos 197 membros da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática depositem os instrumentos legais de sua ratificação.

Um dos temas espinhosos da aplicação deste convênio é a fonte de financiamento de todas as mudanças que são necessárias nas práticas industriais, matrizes energéticas e criação da infraestrutura necessária para gerar desenvolvimento sem poluir.

É um desafio comum sendo que os mais ricos devem fazer um esforço adicional levando em conta o princípio elementar de sobrevivência da nossa espécie.

Editado por Yusvel Ibáñes Salas
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