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Venezuela denuncia que autores da intentona golpista fogem da justiça

Havana, 1º de maio (RHC).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou que os autores da intentona golpista de ontem estão prófugos da justiça, procurando refúgio nas embaixadas.

Falando no Palácio de Miraflores, em Caracas, Maduro afirmou que os líderes políticos da extrema-direita fugiram depois de terem submetido o país à incerteza e angústia. Destacou a gravidade das ações de desestabilização realizadas numa rodovia do leste da capital, nos arredores da base aérea de La Carlota, e disse que nelas estavam envolvidos o autoproclamado presidente encarregado Juan Guaidó e o dirigente do partido Vontade Popular Leopoldo López, que depois de refugiou na embaixada do Chile e posteriormente trasladou-se à da Espanha.

Mais de 20 efetivos militares que aderiram à intentona golpista foram recebidos na embaixada do Brasil. Nos incidentes oito pessoas saíram feridas: cinco membros da Força Armada Nacional Bolivariana e três da Polícia Nacional.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, reiterou que as forças armadas se mantêm leais às instituições legítimas e responsabilizou os dirigentes da oposição pelos surtos de violência. Sublinhou que os militares envolvidos na ação foram enganados.

Na ONU, o representante permanente da Venezuela, Samuel Moncada, afirmou que o país derrotou a nova intentona golpista apoiada pelos EUA. A ação desestabilizadora foi rejeitada por vários governos. Nicarágua, Bolívia, Uruguai, Turquia e Irã emitiram comunicados nesses termos.

O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, indicou que acompanha de perto a situação na Venezuela e pediu evitar toda manifestação de violência no país. Convidou as partes em conflito a exercerem a máxima moderação. Guterres colocou à disposição seus bons ofícios para promover o diálogo e uma solução política, e reiterou seu compromisso de continuar a assistência sem caráter político.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou uma eventual intervenção armada no território venezuelano para derrubar o governo de Maduro. No México, o presidente Andrés Manuel López Obrador chamou ao diálogo e à não violência. No Brasil, o PT – Partido dos Trabalhadores condenou a ação organizada na madrugada de ontem em Caracas.

A ALBA – Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América rejeitou a tentativa de golpe na Venezuela e chamou à solidariedade internacional para defender a soberania dessa nação. Comunicado do bloco regional denuncia as ações contrárias à ordem constitucional promovidas por forças políticas radicais de direita em cumplicidade com os inimigos históricos dos povos latino-americanos. A ALBA exigiu respeito ao estado de direito e advertiu que a comunidade internacional deve estar atenta ao decorrer dos acontecimentos no país.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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