Chanceler alemã adverte que o país terá de conviver longo tempo com a pandemia

Havana, 23 de abril (RHC).- A chanceler alemã, Angela Merkel, advertiu que o país terá de conviver com a Covid-19 “durante muito tempo”. “Ninguém gosta de escutar, mas a verdade é que ainda não estamos na fase final da pandemia. Estamos só no começo”, afirmou. “Para nossas medidas não há um exemplo histórico pelo qual podermos orientar-nos”, apontou Merkel.

A chanceler alemã sublinhou que se trata de uma prova para o país que “não houve desde a Segunda Guerra Mundial”, e prometeu aumentar a contribuição ao orçamento da União Europeia para enfrentar a situação no bloco regional.

Nos EUA, o diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas e chefe do grupo de manejo da crise na Casa Branca, Anthony Fauci, declarou nesta quarta-feira estar “convencido” de que os contágios da Covid-19 ressurgirão no outono nesse país.

“Estou convencido disso por causa do grau de transmissibilidade que tem, sua natureza global. O que acontecer dependerá de como possamos contê-lo quando ocorrer”, apontou Fauci, e garantiu que nessa hora os cidadãos estarão muito melhor preparados para aplicar as medidas de contenção necessárias.

Nesse contexto, o secretário norte-americano de Estado, Mike Pompeo, ameaçou abandonar a OMS – Organização Mundial da Saúde até que for mudada sua executiva. “É possível que os EUA não voltem mais”, advertiu. Em entrevista à rede Fox News, Pompeo voltou a acusar o organismo da ONU de não ter impedido à China ocultar informação sobre a origem do novo coronavírus que, segundo ele, teria surgido de um laboratório do país asiático.

Nesta quarta-feira, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha pediu às autoridades dos países mais afetados pela pandemia garantir a manipulação correta dos corpos das vítimas e evitar os enterros em valas comuns. “É possível evitar uma manipulação indigna dos cadáveres”, advertiu a entidade humanitária, e pediu definir planos para situações extremas de óbitos em massa para contribuir a reduzir a dor das famílias e da sociedade.

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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