O Comissário-Geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini, afirmou que Israel está minando os esforços humanitários na Faixa de Gaza ao implementar novas restrições.
O Knesset (Parlamento) aprovou recentemente uma legislação que retira a imunidade diplomática dos funcionários da UNRWA; autoriza o corte de suprimentos como água, eletricidade, combustível e comunicações para a agência; e concede ao governo israelense o poder de expropriar propriedades das Nações Unidas (ONU) em Jerusalém Oriental, incluindo a sede da agência e seu principal centro de formação profissional.
Essas medidas ocorrem em um momento em que a população de Gaza precisa de mais ajuda, e não menos, simplesmente para sobreviver.
As restrições fazem parte de um padrão preocupante de desrespeito ao direito internacional humanitário e de crescentes obstáculos impostos às operações de ajuda. É um precedente perigoso, acrescentou.
Da mesma forma, indicou que as ações de Tel Aviv violam os princípios de neutralidade, independência, imparcialidade e humanidade que fundamentam a UNRWA e outras organizações.
O comissário lembrou ainda que as autoridades israelenses impediram a UNRWA de entregar diretamente qualquer tipo de ajuda humanitária a Gaza por quase 10 meses (desde 2 de março de 2025) e não concederam vistos ou permissões para que seus funcionários entrassem no território palestino ocupado desde o final de janeiro do ano passado.
Explicou ainda que a legislação contradiz a obrigação dos Estados-membros da ONU de respeitar a independência desse organismo e ataca qualquer pessoa ou entidade que defenda o cumprimento do direito internacional e uma solução política pacífica.
Fonte: Prensa Latina
