Por Roberto Morejón.
A comunidade internacional está reagindo a uma nova fase do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, após o presidente Donald Trump ter autorizado a imposição de tarifas sobre produtos importados de países que forneçam petróleo para a Ilha.
Entre as diversas posições tomadas contra a agressão dos EUA a Cuba, destacam-se as dos ministérios das Relações Exteriores da Rússia e da China.
Moscou classificou como alarmantes as notícias veiculadas pela imprensa sobre a imposição de um suposto bloqueio naval a Cuba por Washington, que poderia ter graves consequências humanitárias para a população.
Após a porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, ter considerado ilegais as mais recentes medidas restritivas dos EUA contra Cuba, não tardou a reação da China.
O porta-voz do ministério das Relações Exteriores reiterou o apoio da China a Cuba em sua defesa da soberania e segurança e enfatizou sua oposição às medidas que, em suas palavras, privam o povo cubano de seu direito à subsistência e ao desenvolvimento.
O Partido dos Trabalhadores do Brasil rejeitou o que chamou de ameaça criminosa lançada contra Cuba, enquanto o intelectual e teólogo Frei Betto enfatizou que o momento exige um apoio redobrado a Cuba.
Esses são apenas alguns exemplos da ampla rejeição à ordem executiva anticubana de Donald Trump, um verdadeiro ataque à vida dos cidadãos da nação caribenha.
Paralelamente às previsões de Trump sobre a “queda” de Cuba, os cubanos reafirmam sua resistência, e o governo declarou estar apelando à comunidade internacional para que denuncie as ameaças externas.
Por incrível que pareça, o presidente de uma potência nuclear se gaba de que, chantageando o mundo com a ameaça de impor tarifas absurdas, será possível privar os cubanos de petróleo, o que na prática significa a paralisia da vida econômica e uma crise humanitária.
É preciso esclarecer que os Estados Unidos justificam essa agressão recorrendo a falsidades e alegações descabidas, como a afirmação de que Cuba, um país pequeno e pobre, representa uma ameaça à segurança da potência do norte.
Para os cubanos, esta última ofensiva dos Estados Unidos faz parte de uma estratégia histórica que visa paralisar uma população através da fome e da crise energética — uma população que, apesar do que Trump afirmou, é baluarte da paz e da cooperação internacional.
