Peruanos e cubanos residentes no país sul-americano uniram-se em uma manifestação contra a pretensão dos EUA de cortar o fornecimento de petróleo à Ilha, visando colapsar sua economia e ameaçar a sobrevivência de seu povo.
O evento ocorreu no grande auditório da Casa del Maestro, no centro de Lima, em meio a cânticos que condenavam o presidente dos EUA, Donald Trump, e exigências veementes para que deixasse os cubanos viver em paz.
Os oradores disseram ter certeza de que, caso houvesse uma agressão militar, sugerida por diversas fontes, Cuba se defenderá até as últimas consequências.
O firme repúdio à escalada dos EUA contra Cuba foi acompanhada por canções dos dois países, unidos pela história.
Gabriel Cabrera, representante do Comitê Coordenador Peruano de Solidariedade com Cuba, conclamou a união da América Latina na defesa de Cuba contra as medidas ilegais tomadas pelos Estados Unidos e condenou as novas medidas de Washington e suas ameaças de agressão militar.
O Encarregado de Negócios de Cuba no Peru, Carlos Portela, destacou a importância das atividades conjuntas de peruanos e cubanos como expressão da histórica irmandade entre os dois povos. Ele denunciou que o império em declínio em um mundo cada vez mais multipolar, pretende, de volta à política das canhoneiras, reconquistar o que considera seu quintal para se apoderar dos vastos recursos dos países latino-americanos.
Portela afirmou que seu país não ameaça ninguém, só exige o direito de viver em paz e respeito. Ele enfatizou que “o povo cubano jamais se renderá” e resistirá com sua própria estratégia, incluindo a defesa armada de uma nação que demonstrou coragem e heroísmo.
O evento contou com um segmento cultural no qual o cantor cubano de música popular Alejandro Benítez, em turnê pelo Peru, apresentou canções populares para o deleite do público.
Além disso, os trovadores Kiri Escobar, Antonio Zevallos e Enrique Alvzuri uniram suas vozes para interpretar canções tradicionais e históricas cubanas, a cantora Margot Palomino ofereceu canções peruanas com temas sociais, e o grupo “Los Cañazos” encerrou a parte cultural com música de ambos os países.
Fonte: Prensa Latina
