Casa TodosEditorialEscalada dos EUA contra Cuba perturba a paz e a segurança internacional

Escalada dos EUA contra Cuba perturba a paz e a segurança internacional

por Irene Fait

Por Roberto Morejón.

 

Cuba denunciou o bloqueio energético ilegal e imoral decretado pelo governo Donald Trump em recente ordem executiva, interpretada como um endurecimento do bloqueio que os Estados Unidos mantêm há mais de seis décadas.

Embora Trump tenha revogado mais tarde as tarifas adicionais que havia ameaçado impor aos fornecedores de combustível para Cuba, a ameaça à Ilha permanece.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, visitou recentemente diversos países, nos quais encontrou receptividade, solidariedade e disposição de ajudar.

O chefe da diplomacia cubana viajou para China, Vietnã, Rússia, França e Espanha, representando o Estado cubano.

Rodríguez reuniu-se com seus homólogos, chefes de Estado e líderes políticos e explicou a situação criada pela ordem executiva inicial da presidência dos Estados Unidos.

Tal ordem afirma que Cuba representa “ameaça incomum e extraordinária” à segurança dos Estados Unidos, um verdadeiro absurdo, uma alegação baseada em mentiras.

A ordem também advertiu sobre a possível imposição de tarifas a nações que fornecessem petróleo ao país caribenho, em violação do direito internacional, da soberania das nações e do livre comércio.

É verdade que em ordem executiva posterior Trump revogou as tarifas, mas não podemos perder de vista que continuam em vigor o que Washington considera emergências nacionais.

O ministro das Relações Exteriores, que também se reuniu em Paris com o diretor-geral da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) conversou com seus interlocutores sobre a escalada de intimidações dos EUA contra Cuba.

O ministro cubano ouviu manifestações de apoio a Cuba na proteção de sua soberania e segurança.

As reuniões do enviado do governo cubano deixaram claro o isolamento da política dos EUA, que visa sufocar o povo cubano, paralisar o país e conseguir a mudança de regime.

Cuba também recebeu apoio do Movimento Não Alinhado e do Grupo de Amigos em Defesa da Carta das Nações Unidas, que repudiaram as ações do governo americano. Para muitos governos, os efeitos extraterritoriais dos ataques dos Estados Unidos contra Cuba poderiam se repetir com outros países e perturbar as relações econômicas internacionais.

Cuba expõe ao mundo que possui um Estado com controle total do território nacional e da segurança, busca preservar a paz, não ameaça ninguém, exige seu direito ao livre comércio e impugna as tentativas de estrangulamento.

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