Esta é a realidade de Cuba hoje: defender-se de terroristas baseados nos Estados Unidos enquanto o governo americano tenta estrangular sua economia com um bloqueio brutal, disse a ativista Cheryl LaBash à Prensa Latina.
A copresidente da Rede Nacional sobre Cuba (NNOC) condenou a incursão armada na manhã de 25 de fevereiro por uma lancha registrada na Flórida em águas territoriais cubanas e lembrou o longo histórico de ações terroristas organizadas e financiadas a partir do território americano durante décadas.
Recomendo a todos que viajam a Cuba”, disse, visitar o Memorial da Denúncia em Havana para conhecer o quanto o povo cubano sofreu com essas agressões, incluindo lanchas com indivíduos armados que atacaram praias e áreas turísticas.
Ela lembrou que a década de 1990 testemunhou ataques terroristas em Cuba, perpetrados por grupos contrarrevolucionários. Um desses atos violentos, em 1997, matou o jovem italiano Fabio di Celmo quando uma bomba explodiu em um hotel na capital cubana.
LaBash denunciou que forças americanas assassinaram mais de 100 pessoas no Caribe em pequenas embarcações, matando inclusive os sobreviventes.
“Os pescadores nos barcos não são interrogados; são simplesmente bombardeados”, acrescentou a copresidente da NNOC, uma coalizão de mais de 60 organizações.
Mas o governo americano “continua sendo juiz e carrasco”, afirmou LaBash, reiterando a exigência, que se tornou um clamor coletivo: Cuba deve ser retirada da Lista Unilateral de Estados Patrocinadores do Terrorismo e que “se levante o verdadeiro terrorista”, declarou.
Da mesma forma, se referiu à ordem executiva emitida pelo presidente Donald Trump em 29 de janeiro. Disse que era “uma declaração aberta de guerra contra o povo cubano”.
Com essa medida coercitiva, ” vão impor uma punição coletiva ao povo cubano, tentando forçá-lo a se rebelar contra o governo e os programas socialistas que significaram tanto, não só para Cuba, mas para o resto do mundo”, afirmou.
Fonte: Prensa Latina
