O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou nas redes sociais que o encontro convocado pelos Estados Unidos na Flórida com governos de direita da região compromete esses países a aceitar o uso letal da força militar americana para resolver questões internas.
Díaz-Canel descreveu o encontro como uma “pequena cúpula reacionária e neocolonial” e apontou que constitui um ataque à Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, aprovada em 2014 pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).
“O encontro representa um ataque às aspirações de integração regional e uma manifestação da disposição de se subordinar aos interesses do poderoso vizinho do Norte, sob os preceitos da Doutrina Monroe”, acrescentou.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também denunciou nas redes sociais que a minicúpula buscava impor “a nova versão da dominação por meio da Doutrina Monroe e seus corolários”.
“O único resultado anunciado publicamente é a assinatura pelos participantes de um documento servil e desonroso que defende o uso da força militar, particularmente a dos Estados Unidos, como arma repressiva contra os cartéis criminosos em cada país e para conter problemas internos e de fronteira”, destacou.
O ministro das Relações Exteriores considerou o encontro “um retrocesso claro e perigoso no longo e difícil processo de independência dos povos da América Latina e do Caribe”.
A reunião representa uma grave ameaça à paz, à segurança, à estabilidade e à integridade regional, e uma violação flagrante da Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz”, acrescentou.
A Cúpula “Escudo das Américas”, realizada ni sábado em Miami a convite de Donald Trump, reuniu 12 líderes latino-americanos de direita alinhados com seu governo como instrumento de alinhamento hemisférico seletivo.
Fonte: ACN
