O porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, reiterou que a cooperação com América Latina não é motivada por cálculos geopolíticos e não deve estar sujeita a interferências externas. Enfatizou que as nações latino-americanas e caribenhas são Estados soberanos e independentes, com o direito de escolher seus caminhos de desenvolvimento e parceiros de cooperação.
A China defende os princípios do respeito mútuo e da igualdade em suas relações com a região, observou o porta-voz. E indicou que a cooperação bilateral é aberta e inclusiva e não se dirige contra terceiros, portanto, ninguém deve interferir ou influenciar essas relações.
Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que o antigo drama do século XIX não deve se repetir no cenário internacional do século XXI.
Em uma coletiva de imprensa ontem, o chefe da diplomacia descreveu a cooperação China-América Latina como ajuda e apoio mútuos entre as nações do Sul Global.
A China e a América Latina fortaleceram seus laços comerciais e políticos nas últimas décadas, com o comércio ultrapassando US$ 500 bilhões, no âmbito do fortalecimento da cooperação Sul-Sul e da busca por uma ordem internacional mais equilibrada.
Fonte: Prensa Latina
