Por Roberto Morejón.
Países altamente industrializados e potências regionais investem enormes somas de dinheiro na aplicação de tecnologia ao desenvolvimento de armas e equipamentos para a guerra. Especialistas enfatizam que a tecnologia desempenha um papel crucial nos conflitos atuais, daí a corrida entre aqueles que podem obter vantagem.
O mundo está alarmado com os artificios que se usam para ataques e investidas, muitos realizados por aeronaves tripuladas ou não tripuladas.
O papa Leão 14 condenou o uso da tecnologia para a guerra, como ocorre no Oriente Médio, e ressaltou que as aeronaves devem ser portadoras da paz. “Isso não é progresso, é retrocesso”, declarou.
A denúncia é oportuna, visto que os avanços na ciência e na tecnologia estão intimamente ligados às modalidades dos conflitos armados. Especialistas afirmam que os avanços científicos são evidentes, por exemplo, na transição de drones comerciais para missões de inteligência, na incorporação da inteligência artificial em laboratórios de guerra e o uso militar de infraestruturas civis.
O Departamento de Guerra dos EUA possui o míssil “Projeto Maven”, que utiliza inteligência artificial para analisar imagens de satélite e drones.
Em 2024, o Pentágono destinou um total de US$ 900 milhões para integrar inteligência artificial aos seus sistemas de defesa.
Rubén Stewart, assessor do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Novas Tecnologias de Guerra, acredita que os conflitos armados são caracterizados por três aspectos: a busca pela redução de riscos, a aspiração de aumentar a letalidade e a crescente integração das pessoas e bens civis às práticas militares.
Algumas dessas características são evidenciadas nos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, uma ofensiva não provocada.
Como aliados próximos, os Estados Unidos e Israel buscam impor sua dominância no Oriente Médio investindo somas colossais em indústrias voltadas para a guerra e em ciências aplicadas para a fabricação de armamentos.
A comunidade internacional contempla perplexa o aumento dos conflitos, a violência indiscriminada, os assassinatos de líderes e o desrespeito ao Direito Internacional Humanitário.
