Casa TodosNacionalPresidente do México defende o trabalho das brigadas médicas cubanas

Presidente do México defende o trabalho das brigadas médicas cubanas

por Irene Fait
Médicos cubanos en México.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, descreveu na quarta-feira como muito bom o acordo bilateral para que médicos cubanos prestem serviços em seu país, onde – disse – ajudam muito.

“Temos um ótimo acordo (com Cuba) que também nos ajuda muito. Em outras palavras, é um acordo bilateral muito útil para o México”, disse em resposta a uma pergunta sobre a pressão de Washington sobre os países latino-americanos para que abandonem a cooperação médica com a Ilha.

A presidente lembrou que foram os médicos cubanos que ajudaram o México durante a pandemia em condições muito difíceis e que atualmente trabalham em muitos lugares, “e lhes pagamos o que lhes devemos pagar”.

“Faz parte naturalmente de um acordo bilateral. Ontem, mencionei que no norte, na Baja California Sur, é difícil para os médicos especialistas mexicanos chegarem, e os cubanos estão dispostos a trabalhar lá. E em muitas áreas rurais onde precisamos de médicos especialistas, eles estão presentes”, afirmou.

Por outro lado, ela destacou os significativos avanços médicos na nação caribenha, observando que o México já havia adquirido a vacina Abdala contra a COVID-19 e mencionou um acordo com a Ilha para o tratamento de úlceras nos pés de diabéticos.

“São clínicas especializadas do pé diabético que iremos expandir, porque, diante da amputação de um pé em uma pessoa com diabetes que chegou a esse ponto, existe um tratamento alternativo que evita a amputação”, afirmou, referindo-se ao medicamento cubano Heberprot-P.

Em relação à ajuda material que seu país enviou e continuará enviando a Cuba, em meio ao endurecimento do bloqueio dos EUA contra a Ilha, afirmou que isso é humanismo mexicano e que este país “estende a mão aos que sofrem”.

“Sempre defenderemos o envio de ajuda humanitária e, ao mesmo tempo, o direito do povo cubano de eleger seus líderes, de decidir quem os governa, de decidir seu sistema de governo, seu regime econômico, e também o direito de Cuba de fazer comércio”, enfatizou.

Em dias recentes, a presidente também reafirmou o direito da nação caribenha à autodeterminação e defendeu meios multilaterais em vez de ações violentas, em meio às ameaças de Washington contra Cuba.

Além disso, reiterou sua rejeição ao bloqueio imposto por Washington há mais de seis décadas e intensificado em janeiro passado por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

A falta de acesso ao combustível por causa da ordem executiva anteriormente mencionada está afetando setores críticos como geração de eletricidade, operações hospitalares, produção e distribuição de alimentos e bombeamento de água no país caribenho.

Fonte: Prensa Latina

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