Por Roberto Morejón.
Israel silencia sistematicamente as vozes que tentam denunciar o massacre de civis nas guerras e ocupações que instiga, como está acontecendo no Líbano.
Os jornalistas Fatima Ftouni, Mohammad Ftouni e Ali Choeib foram abatidos pelo regime sionista, porque estavam cometendo o que Tel Aviv considera um crime: denunciar os horrores do poderio militar da potência regional.
Os jornalistas eram correspondentes da rede de notícias pan-árabe via satélite Al Mayadeen e da emissora de televisão Al-Manar, e não foram massacrados por erro.
Foi um crime flagrante, denunciou o presidente libanês Josef Aoun.
As forças de extermínio sabiam exatamente quem eram os alvos, e continuam o mesmo padrão de comportamento no sul do Líbano que seguiram em Gaza e na Cisjordânia.
É política de Estado eliminar a profissão que ajuda a explicar ao mundo os impactos do genocídio, como o de Gaza, onde mais de 70.000 civis foram mortos.
O regime sionista, como sempre, recorre à sua obsessiva alegação de que qualquer um que não o aplauda é um adversário.
O exército israelense declarou que um dos jornalistas assassinados pertencia a uma unidade de inteligência do grupo Hezbollah.
Além de matar jornalistas, Tel Aviv vem fazendo a mesma coisa com civis no Líbano no último mês forçando um milhão de pessoas a abandonar seus assentamentos.
Segundo relatos de organizações não governamentais, Israel matou uns 260 jornalistas em Gaza até dezembro de 2025.
De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, com sede nos EUA, Israel está entre os países com maior índice de impunidade em relação aos assassinatos de correspondentes.
Ativistas afirmam desconhecer qualquer investigação real e confiável sobre tais crimes contra jornalistas nas últimas duas décadas. Israel também utiliza outras formas de repressão contra jornalistas, como intimidação, ataques cibernéticos e censura.
Por isso, a UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, concedeu o Prêmio Mundial da Liberdade de Imprensa, em maio de 2024, a jornalistas palestinos que trabalham em Gaza.
Infelizmente, a reação global tem sido fraca em relação aos abusos de Israel contra a imprensa. Tel Avive não respeita as normas internacionais e intimida aqueles que buscam informar de forma independente massacres como os ocorridos em Gaza e no sul do Líbano.
