O chefe de Estado cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou os danos causados pelo bloqueio do governo dos EUA a Cuba ao receber os representantes americanos Pramila Jayapal e Jonathan Jackson em visita na Ilha.
Díaz-Canel relatou na rede social X que o encontro focou nas “consequências do bloqueio energético imposto pelo atual governo dos EUA e suas ameaças de ações ainda mais agressivas”.
O presidente reiterou a disposição do governo cubano a um diálogo bilateral sério e responsável e encontrar soluções para as divergências existentes.
Em comunicado divulgado no domingo, com as impressões de sua visita a Cuba, Jayapal e Jackson afirmaram que o bloqueio imposto à entrada de combustivel na Ilha é uma punição coletiva cruel, um bombardeio econômico à infraestrutura do país que causou danos permanentes.
“Ouvimos uma grande variedade de vozes: famílias, líderes religiosos, empresários, organizações da sociedade civil, o governo cubano, embaixadores da América Latina e da África, organizações de ajuda humanitária e cubanos de todo o espectro político, incluindo dissidentes. Há consenso em todos os setores: este bloqueio ilegal deve terminar imediatamente”, declararam os congressistas.
“Não acreditamos que a maioria dos americanos queira que esse tipo de crueldade e desumanidade continue em nosso nome”, disseram.
A delegação dos EUA concluiu em sua declaração que ambos os países devem iniciar imediatamente negociações genuínas, que também trariam enormes benefícios ao povo americano, decorrentes de uma verdadeira cooperação entre os dois lados.
Fonte: ACN
