Mais de 500 mil moradores de Havana se reuniram neste 1º de maio na Tribuna Anti-Imperialista José Martí para celebrar o Dia Internacional do Trabalhador.
O evento contou com a presença do general de Exército Raúl Castro Ruz e o presidente Miguel Díaz-Canel, como parte da comemoração do centenário de nascimento do Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz.
Durante a cerimônia, Yolaidis Hernández Valdés, especialista do Grupo Empresarial da Indústria Química, discursou em nome dos trabalhadores do setor para denunciar o “bloqueio econômico, comercial, financeiro e energético intensificado” imposto pelo governo dos Estados Unidos e exacerbado pela ordem executiva de janeiro de 2026. “Não vamos parar. Temos a responsabilidade de nos reinventar para crescer”, afirmou.
No evento também estiveram presentes o Comandante do Exército Rebelde, José Ramón Machado Ventura, e membros do Bureau Político: Roberto Morales Ojeda, Secretário de Organização do Comitê Central; Major-General José Amado Ricardo Guerra, Secretário do Conselho de Ministros; e Bruno Rodríguez, Ministro das Relações Exteriores.
Da mesma forma, líderes de organizações de massa, da União de Jovens Comunistas, da Associação de Combatentes da Revolução Cubana, das Forças Armadas Revolucionárias e do ministério do Interior.
Hernández Valdés enfatizou que, apesar da escassez diária causada pelo bloqueio, a indústria cubana está avançando com projetos inovadores, autogestão financeira e substituição de importações.
“Quando transfomamos desafios em oportunidades, construímos nossa nação, fazemos a revolução”, disse ela.
A oradora prestou homenagem ao legado do Comandante-em-Chefe em seu centenário: “Fidel continua a nos convocar a resistir e a superar. Nas circunstâncias mais difíceis, nunca houve, nem jamais haverá, uma tarefa impossível.”
Yolaidis Hernández Valdés também rejeitou qualquer caracterização de Cuba como uma ameaça: “Cuba representa uma ameaça incomum e extraordinária para alguém? Não, mil vezes não. Este é um povo de solidariedade, internacionalismo, anti-imperialismo e paz.”
O evento também reuniu mais de 827 amigos de Cuba de 38 países e 152 organizações trabalhistas e de solidariedade de todo o mundo, juntamente com heróis do movimento operário, fundadores da Central de Trabalhadores de Cuba e membros do corpo diplomático credenciado na Ilha.
Fonte: Granma
