Por Roberto Morejón.
O líder cubano Raúl Castro tem sido um defensor ferrenho da unidade na diversidade da América Latina e do Caribe como forma de resolver pacificamente os problemas e dificuldades que assolam a região.
O general de exército, a quem o Departamento de Justiça dos EUA acusou de maneira pérfida pelo abate de aviões da organização terrorista Hermanos al Rescate em 1996, leu em Havana, em 2014, a proclamação que declarava América Latina e o Caribe uma zona de paz.
A leitura ocorreu na segunda Cúpula da CELAC, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, realizada com sucesso em Cuba, após um complexo processo de organização liderado por Raúl Castro.
A proclamação defende a resolução das diferenças entre as nações de acordo com o direito internacional.
Em outro trecho, o documento insta à proibição permanente do uso e da ameaça de força na região, bem como à estrita observância da obrigação de não intervenção nos assuntos internos de qualquer Estado.
Os latino-americanos e os caribenhos estão se esforçando arduamente para defender essa conquista, mas o governo de Donald Trump se recusa a preservar a harmonia e não descarta o uso da força contra Cuba.
Aliás, a acusação contra o líder que, ao lado de Fidel Castro, comandou a insurreição antiditatorial em Cuba, nada tem a ver com um ato de justiça.
É uma mera manobra para ampliar o dossiê de argumentos forjados para justificar uma potencial escalada militar contra a pátria de José Martí.
Hoje, continua sendo responsabilidade do povo proteger e defender a proclamação de uma Zona de Paz, anunciada ao mundo por Raúl Castro, visto que o clima de conflito armado está cada vez mais tenso no Caribe, após o precedente desastroso da agressão contra a Venezuela.
O governo dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Justiça, está dando um passo infundado, ressuscitando grosseiramente um incidente de 30 anos atrás, quando aviões da organização Hermanos al Rescate violavam o espaço aéreo cubano, e tentando minar o exemplo de um líder que resistiu a décadas de agressões.
Em grande comício realizado em Havana ficou demonstrado que os cubanos, convocados pela dignidade do país, rejeitam categoricamente a acusação contra o líder da Revolução, um homem de paz.
