Por Roberto Morejón.
Enquanto o governo dos EUA intensifica suas medidas agressivas contra Cuba e ameaça provocar uma crise humanitária, setores crescentes nos Estados Unidos, como o Congressional Black Caucus (Grupo Parlamentar Negro do Congresso), pressionam a Casa Branca a interromper sua ofensiva.
Quase simultaneamente à acusação fraudulenta e vergonhosa do Departamento de Justiça contra o líder cubano Raúl Castro por um incidente ocorrido há 30 anos, as autoridades americanas anunciam investigações contra grupos que demonstram solidariedade a Cuba.
Enquanto o governo Trump mantém o bloqueio energético, que deriva do bloqueio endurecido, tenta impedir que pessoas e grupos sociais ajudem os cubanos, que atualmente sofrem com dificuldades materiais.
Diante da contradição do governo americano, que de um lado intensifica o boicote e, do outro, promete o que chama de US$ 100 milhões em ajuda humanitária, setores do Congresso estão alarmados com a badalada intervenção em Cuba.
Enquanto o próprio Trump fala em “assumir o controle” de Cuba e o secretário de Estado Marco Rubio proclama mudança de regime em Havana, a presidente do Congressional Black Caucus dirigiu-se ao magnata republicano.
Yvette D. Clarke pediu à Casa Branca que ponha fim ao bloqueio de petróleo, porque intensifica a crise humanitária no arquipélago caribenho.
Declarações semelhantes já haviam sido feitas após uma visita a Havana, semanas antes, de dois legisladores, que posteriormente testemunharam as dificuldades enfrentadas pelos cubanos.
O Black Caucus enfatizou que o endurecimento do bloqueio piorou as condições de vida de cidadãos cubanos inocentes.
A advertência ocorre no momento em que as autoridades educacionais de Havana anunciam o encerramento antecipado do ano letivo devido ao impacto do bloqueio e do cerco energético, cuja existência Marco Rubio nega.
Da mesma forma, a imprensa internacional noticia movimentações de navios de guerra da Marinha dos EUA em águas caribenhas, e o governo dos EUA formaliza uma falsa acusação contra o líder Raúl Castro.
Como essa ação é interpretada como um renovado acúmulo de recursos para apoiar um possível ataque, são significativas as iniciativas do Congresso dos EUA para asvertir sobre os perigos da beligerância contra Cuba.
