Cuba reafirmou seu compromisso com a autodeterminação e a soberania dos povos durante o Seminário Regional de Descolonização do Comitê Especial da ONU (C-24), que ocorre em Manágua.
A delegação cubana destacou a importância do encontro no atual contexto internacional, marcado pelo endurecimento dos interesses neocolonialistas e das ambições imperialistas sobre os povos.
A delegação cubana denunciou a política de agressão econômica extrema implementada pelos Estados Unidos, incluindo o “bloqueio energético”, bem como as ameaças de agressão militar contra a nação caribenha.
“O objetivo é ignorar o direito de Cuba à autodeterminação, a continuar sendo um país livre e independente e a continuar construindo seu próprio modelo de desenvolvimento econômico e social”, enfatizou a delegação. Da mesma forma, rejeitou as mentiras e manipulações infames dirigidas contra o líder da Revolução Cubana, Raúl Castro.
Nesse contexto, Cuba reafirmou sua convicção de que defenderá sua soberania e independência “a qualquer custo”.
Durante a fala, a delegação cubana lembrou que o processo de descolonização foi uma das transformações mais significativas do século XX, possibilitando a autodeterminação e a independência de inúmeros povos e territórios submetidos ao domínio colonial.
“Todos os povos têm o direito à autodeterminação”, enfatizou a delegação, observando que ainda existem 17 territórios registrados no Comitê Especial de Descolonização da ONU que permanecem sob domínio colonial.
A delegação instou a multiplicar os esforços coletivos em prol do multilateralismo, do respeito mútuo, do diálogo e da cooperação internacional, bem como para a promoção da resiliência diante dos desafios que afetam os povos colonizados.
A delegação afirmou que Cuba continuará apoiando a implementação do atual Plano de Ação do Comitê Especial de Descolonização por meio de iniciativas nacionais, regionais e internacionais.
Fonte: Prensa Latina
