Por Roberto Morejón.
Os cubanos ficaram surpresos ao ouvir que um alto funcionário dos EUA negou que houvesse um bloqueio de petróleo, isto porque estão passando dificuldades devido a essa situação, além daquelas causadas pelo bloqueio intensificado imposto pelo governo de Donald Trump.
Devido a ordens executivas assinadas por Trump, os navios-tanque de combustível não podem chegar â Ilha.
Washington ameaçou impor tarifas a fornecedores viáveis de petróleo, e apenas um navio russo chegou ao país em 2026.
Apesar disso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou descaradamente que o bloqueio de combustível é uma ilusão e Havana não tem combustível porque a Venezuela não envia mais.
É verdade que o país sul-americano não está fazendo esses envios, mas isso se deve a uma proibição imposta pelo governo que atacou a a Venezuela em 3 de janeiro, e sequestrou o presidente Nicolás Maduro e sua esposa.
Marco Rubio continuou com suas omissões e manobras deliberadas em uma mensagem de 20 de maio ao povo cubano, oferecendo-lhes “soluções” para seus graves problemas, em grande parte causados pelo bloqueio.
O ex-senador ofereceu US$ 100 milhões aos cubanos como solução “mágica” para suas dificuldades, mas não reconheceu que essa quantia está muito aquém de compensar as severas perdas causadas pelo bloqueio.
Rubio culpou um conglomerado empresarial cubano pela escassez de materiais e interrupções nos serviços, desviando a atenção do papel dos sucessivos governos americanos, especialmente o governo Trump, na crise em Cuba.
O secretário de Estado americano falou nos prolongados apagões em Cuba, sem mencionar os obstáculos à chegada de peças de reposição para as obsoletas usinas termelétricas, cujos grandes consertos foram adiados devido à falta de verbas em decorrência das medidas coercitivas.
Marco Rubio também usou seu discurso de 20 de maio para conduzir a opinião pública a um de seus principais objetivos: apresentar uma suposta intervenção humanitária estrangeira como única saída às dificuldades do povo cubano.
Alinhado com a ala de extrema-direita da comunidade cubano-americana em Miami, este membro do gabinete de Trump tenta reunir argumentos para convencer o presidente do que considera a “inevitabilidade” de uma agressão. Para alavancar essa obsessão, insiste que Cuba representa uma ameaça para EUA, outra invenção rejeitada pelo governo cubano.
Rubio não engana ninguém apelando a uma cínica mesura.
