A vice-ministra das Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal, denunciou a intensificação das medidas coercitivas dos EUA contra a Ilha em entrevista ao PBS NewsHour.
A diplomata também afirmou que Washington mantém uma política de pressão que afeta diretamente as condições de vida do povo cubano.
Durante a entrevista, a vice-ministra declarou que, apesar dos contatos e conversas entre os dois países, os Estados Unidos continuaram a implementar ações restritivas “que afetam significativamente Cuba e o povo cubano”.
Ela observou que a pressão sobre a nação caribenha “aumentou e se intensificou por meio da imposição de um bloqueio energético e da aplicação de novas sanções secundárias contra entidades e indivíduos estrangeiros com laços comerciais ou operações com Cuba.
Não obstante, destacou os esforços do país para enfrentar a complexa situação econômica e energética, incluindo o desenvolvimento acelerado de fontes de energia renováveis.
Dobramos nossa produção de energia a partir de fontes renováveis em apenas alguns meses, principalmente por meio de um investimento muito rápido em energia fotovoltaica, explicou.
Mais adiante, a diplomata rejeitou as acusações feitas pelos Estados Unidos sobre a queda dos aviões da Operação Irmãos ao Resgate há três décadas, classificando-as como “ilegítimas, ilegais e completamente fraudulentas”.
Afirmou que toda a responsabilidade por esses eventos recai sobre o governo dos EUA, porque Cuba “esgotou todos os canais diplomáticos” para alertar sobre as repetidas violações de seu espaço aéreo.
A vice-ministra das Relações Exteriores reiterou ainda que Cuba não é e nunca foi uma ameaça aos Estados Unidos e lembrou a todos que a única base militar estrangeira em território cubano é a Base Naval de Guantánamo, mantida por Washington “contra a vontade do governo e do povo cubano”.
Da mesma forma, questionou a falta de provas apresentadas pelos Estados Unidos para sustentar suas acusações contra a ilha e afirmou que tais argumentos constituem “um pretexto” para justificar uma escalada das sanções.
Josefina Vidal considerou que a hostilidade tem marcado as relações bilaterais e enfatizou que a defesa da soberania nacional é uma prioridade permanente para Cuba.
Criticou, também, declarações recentes do secretário de Estado dos EUA, considerando que refletem falta de conhecimento da história cubana e uma intenção de impor um modelo político, econômico e de política externa aos cubanos.
Temos orgulho da nossa independência e da nossa determinação em defendê-la”, enfatizou a vice-ministra das Relações Exteriores de Cuba.
