A cidade italiana de Jesi recebeu no sábado uma grande afluência de visitantes de todo o mundo, atraídos por uma das maiores e mais inovadoras exposições internacionais sobre a vida e a obra do líder revolucionário cubano Fidel Castro.
A exposição, parte de iniciativas desenvolvidas na Itália para homenagear Fidel no centenário de seu nascimento, 13 de agosto de 1926, e no décimo aniversário de sua morte, 25 de novembro de 2016, está sendo realizada no emblemático Palazzo Bisaccioni, no centro histórico da cidade.
“A ideia surgiu de um acordo firmado durante o 17º Encontro de Cubanos Residentes na Europa (ECRE), realizado em Roma de 24 a 26 de outubro de 2025, quando foi aprovada a realização de atividades na Itália e em toda a região para homenagear o Comandante-em-Chefe Fidel Castro em seu centenário”, disse um dos organizadores à Prensa Latina.
Olga Lidia Priel, presidente da Associação para um Príncipe Anão, sediada em Jesi e coordenadora de grupos de cubanos residentes na cidade, destacou o entusiasmo com que a Fundação Casa di Risparmio (CRJ) de Jesi abraçou o projeto, juntamente com o Centro Fidel Castro de Cuba e a Embaixada de Cuba na Itália.
A inauguração contou com a presença do embaixador cubano, Jorge Luis Cepero; do prefeito de Jesi, Lorenzo Fiordelmondo; do presidente da CRJ, Paolo Morosetti; do secretário-geral da fundação, Mauro Tarantino; e da vice-diretora do Centro Fidel Castro, Sissi Abay, sendo os dois últimos curadores da exposição.
O diplomata cubano, em seu discurso na abertura da exposição que comemora o centenário de nascimento do líder revolucionário, enfatizou que a mesma assume um significado ainda maior por coincidir com a intensificação do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos contra seu país, além das ameaças de agressão militar.
Essas homenagens são de vital importância porque falar de Fidel hoje não é apenas falar de memória; é “falar da defesa da Pátria, do direito inalienável de Cuba de decidir livremente seu destino” e “falar de paz, mas de uma paz com soberania, de diálogo, mas de um diálogo que não aceita tutelas, nem chantagens”, acrescentou.
O prefeito de Jesi referiu-se à importância da exposição, à sua relevância nacional e global e à honra que representa para sua cidade sediá-la, para homenagear um homem cuja vida e obra “nos convidam a refletir sobre o presente”, quando, diante de conflitos globais, seu legado continua a nos guiar.
O vice-diretor do Centro Fidel Castro agradeceu ao CRJ e à Associação para um Príncipe Anão pelos seus esforços na organização da exposição, intitulada “Fidel: História de um Líder – O Homem que Desafiou o Século”, que estará aberta diariamente durante seis meses com entrada gratuita.
Abay descreveu a exposição como uma das mais importantes dedicadas a Fidel neste ano em todo o mundo, que “nos ensinou que se pode desafiar um século inteiro e também resistir a uma política de estrangulamento, sem perder a esperança ou o sorriso”.
Fonte: Prensa Latina
