Casa TodosNacionalPresidente de Cuba pede unidade e compromisso na implementação das transformações

Presidente de Cuba pede unidade e compromisso na implementação das transformações

por Irene Fait

O Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC) e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel, apelou na quinta-feira à unidade e à contribuição de todos para garantir a implementação bem-sucedida das transformações econômicas e sociais.

Ao encerrar a Terceira Sessão Extraordinária da Assembleia Nacional do Poder Popular, em sua 10ª Legislatura, o chefe de Estado reafirmou que “nenhum cubano pode faltar na construção dessa Pátria melhor; Cuba precisa de todos, sempre em defesa de sua soberania e de seu legítimo projeto de desenvolvimento”.

Díaz-Canel argumentou que, em meio a um contexto complexo devido ao bloqueio econômico e energético imposto pelo governo dos Estados Unidos, é essencial continuar trabalhando pelo desenvolvimento do país e criar oportunidades para que a população alcance seus objetivos pessoais na ilha, em especial os jovens e as mulheres.

“Para alcançar isso, precisamos aprender a escutar melhor, a responder às críticas e queixas compreensíveis com respeito, diálogo e participação popular, bem como a defender a soberania sem silenciar vozes diferentes e a dar espaço a todos sem permitir interferências”, disse.

Referindo-se à guerra multidimensional travada por Washington e às tentativas de culpar o governo da ilha pelas carências atuais afirmou: “Cuba não pedirá permissão para existir; deixem  este povo mostrar do que é capaz, sem obstáculos para se erguer”.

Após listar os principais pilares das transformações aprovadas no parlamento cubano, enfatizou que “aqueles que desejem construir com Cuba dizemos, com o coração, que esta é sua casa, sua porta está aberta”.

“Nestes tempos complexos, não podemos pensar e agir como em tempos normais, porque estes não são tempos normais”, acrescentou.

O Primeiro Secretário do PCC reconheceu que o país atravessa os momentos mais difíceis deste século e que seu povo tem a responsabilidade histórica de salvá-lo, não pediu confiança cega ao povo, mas sim sua vigilância: que controlem, supervisionem e avancem.

“Somos uma nação que transformou adversidades em oportunidades e que, mais de uma vez, transformou reveses em vitórias. Hoje, não podemos ser menos do que isso, e só temos uma opção: Vencer”, enfatizou.

Reafirmando sua profunda convicção de que esses tempos difíceis podem ser superados, e declarou: “tudo que se necessita é confiança em nossas próprias capacidades, na cooperação, alianças, criatividade, sensibilidade, solidariedade e controle — muito controle — e tudo isso é unidade”.

Nos minutos finais de seu discurso, alertou a comunidade internacional, incluindo o governo dos Estados Unidos, que Cuba, soberanamente, concebe e propõe as mudanças urgentemente necessárias para superar a crise imposta pela agressão externa e pelas deficiências internas, sem outra permissão senão a de seu povo.

Fonte: ACN

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