Roberto Morejón.
Em uma demonstração da extensão em que as forças de direita e extrema-direita ganharam terreno, o Parlamento Europeu aprovou recentemente uma resolução contra Cuba, com um formato que lembra muito a retórica corrosiva do Departamento de Estado dos EUA.
O Parlamento Europeu aprovou um documento que não condena a intensificação do bloqueio dos EUA contra Cuba e o bloqueio energético.
Também não menciona o impacto das novas medidas extraterritoriais adotadas por Washington, que prejudicam os interesses de empresas europeias com presença no arquipélago caribenho.
O Parlamento Europeu pediu sanções contra os líderes cubanos, a suspensão do acordo entre a União Europeia e Havana e declarou sua condenação ao que chama de repressão na ilha.
O texto parece ser uma cópia fiel das diatribes mais furiosas de Marco Rubio contra Cuba, em um exercício de manipulação política, hipocrisia e subserviência às correntes mais hostis contra um país pobre que defende sua soberania contra a maior potência militar do mundo.
Notas e pronunciamentos do Ministério das Relações Exteriores de Cuba relembraram que a instituição europeia controlada pela direita é a mesma que ignora o genocídio de Israel em Gaza, com o apoio dos Estados Unidos, profere insultos racistas e xenófobos e ecoa os discursos de Donald Trump.
Mais uma vez posicionado contra o Acordo de Diálogo Político e Cooperação entre Cuba e a União Europeia, o Parlamento Europeu há muito defende o rompimento das relações entre o Velho Continente e Havana e vira as costas para a grave escassez de materiais enfrentada pelos cubanos na ilha, causada essencialmente pelo bloqueio.
Como enfatizaram analistas, os extremistas no Parlamento Europeu alinham-se com interesses geopolíticos e, quando necessário, tornam-se instrumentos ideológicos de políticas a favor da mudança de regime.
Com razão, alguns observadores descreveram a resolução adotada em Estrasburgo como indigna e questionaram se esses políticos realmente representam os interesses genuínos dos cidadãos do Velho Continente.
Cuba, por sua vez, rejeitou a posição e expôs as mentiras dos reacionários.
Ao mesmo tempo, reafirmou seu compromisso com a implementação do Acordo com a União Europeia, baseado na igualdade, reciprocidade e respeito mútuo.
