Casa TodosNacionalCuba inicia ano letivo apesar do bloqueio intensificado

Cuba inicia ano letivo apesar do bloqueio intensificado

por Irene Fait

Mais de 1,4 milhão de estudantes de todos os níveis de ensino retornam às salas de aula em Cuba neste 1º de setembro, em um contexto marcado pela intensificação do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos.

O novo ano letivo mobiliza mais de 135 mil professores da educação básica, enquanto o sistema esportivo incorporará 13.350 estudantes nos Programas de Iniciação ao Esporte Escolar.

Segundo a Ministra da Educação, Naima Trujillo, este início do ano letivo representa um esforço extraordinário da nação, dadas as circunstâncias atuais.

Trujillo reafirmou a decisão de manter as aulas presenciais e ajustou os formatos às realidades de cada província e escola.

Durante sua participação no programa Mesa Redonda da televisão cubana, a ministra reconheceu que o setor compreende claramente o impacto da crise energética e da falta de insumos na comunidade educacional.

Ela enfatizou que a frequência presencial é essencial, visto que a interação entre alunos e professores é um pilar fundamental para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.

Uma das novidades do ano letivo é a implementação da “zona educacional”, um modelo concebido para otimizar os recursos humanos e materiais em cada área.

A estratégia vai além da simples reorganização administrativa e busca coordenar os recursos de forma mais eficiente entre os diferentes níveis de ensino, permitindo que escolas de ensino fundamental, médio e superior sejam combinadas no mesmo espaço por meio de horários escalonados.

Neste novo ano letivo, a contratação de professores está entre os desafios mais urgentes.

A ministra reconheceu as lacunas nessa área, mas destacou a incorporação de estudantes universitários e profissionais aposentados para reforçar as salas de aula.

A escassez de uniformes escolares é outra dificuldade, decorrente de cortes de energia em fábricas têxteis e obstáculos à importação de matérias-primas.

A esse respeito, o ministro solicitou flexibilidade e garantiu que a assistência será direcionada primeiramente aos alunos em maior situação de vulnerabilidade.

“Quem sabe se este ano histórico de 2026-2027 acabará sendo um exemplo para o mundo?”, refletiu a ministra no programa de televisão, apelando à transparência, criatividade e esforço coletivo para enfrentar as limitações.

Fonte: Prensa Latina

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