Por Roberto Morejón.
Os cubanos prestam homenagem póstuma aos combatentes que tombararam na Venezuela defendendo a soberania daquele país.
Os combatentes cubanos cumpriram missões na Venezuela representando as Forças Armadas e o Ministério do Interior de Cuba, a pedido de seus homólogos venezuelanos.
Grande dor e indignação expressou a população cubana ao tomar conhecimento do ataque das forças americanas que, em número superior e equipadas com tecnologia militar sofisticada, bombardearam alvos militares e civis na nação sul-americana.
Venezuelanos e cubanos resistiram bravamente antes que os atacantes sequestrassem o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a deputada Cilia Flores, para levá-los a Nova York e julgá-los sob acusações falsas.
Com a defesa compartilhada, os combatentes venezuelanos e cubanos demonstraram os fortes laços de fraternidade que unem os dois países, ambos sujeitos a sanções, bloqueios, pressão e guerra midiática pelos Estados Unidos.
Os cubanos denunciam a violação do direito internacional, do livre exercício da autodeterminação e da soberania da Venezuela, e alertam que hoje o alvo é a Revolução Bolivariana, mas amanhã pode ser qualquer país de Nossa América.
Os cubanos enfatizaram a rapidez com que o presidente Donald Trump, encorajado pela incursão militar, atacou com palavras a Ilha prevendo seu colapso.
Líderes e população aqui ressaltaram que Cuba é uma nação livre, independente e soberana, e não se deixa intimidar. No contexto da região alterada como Zona de Paz, os cubanos homenageiam os 32 combatentes que tombaram na Venezuela, após a chegada de seus restos mortais.
Aqueles que demonstraram coragem e resistiram ao poder de uma potência nuclear recebem honras militares e populares antes de seus restos mortais serem sepultados nos panteões dos que tombaram defendendo.
Milhares de cubanos assinaram o livro de condolências aberto na embaixada venezuelana em Havana lembrando o líder Hugo Chávez, um grande amigo de Cuba, e exigiram a libertação de Maduro e Cilia.
Desse doloroso momento podem ser extraídas lições para enfrentar uma ofensiva coordenada que, como se viu, pode incluir o uso da força contra aqueles que só defendem projetos soberanos.
