Bordéus, Le Havre, Toulouse e Valenciennes deram início, no sábado, a uma série de manifestações por toda França para expressar solidariedade a Cuba diante da crescente agressão dos EUA.
Organizadas pelo Partido Comunista Francês (PCF), as manifestações reuniram cidadãos de diversos setores da sociedade, incluindo políticos, sindicalistas e membros de associações com décadas de atuação em solidariedade a Cuba, em locais emblemáticos como a Praça da Vitória, em Bordéus, para denunciar o bloqueio imposto por Washington à Ilha e sua intensificação.
Bandeiras cubanas, faixas com o slogan “Tirem as mãos de Cuba” e reivindicações pelo fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto há mais de 60 anos marcaram as ações de rua, que continuarão no domingo em Bordéus e Auxerre.
A mobilização é uma resposta às recentes medidas decretadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para estrangular a nação caribenha.
O embaixador cubano na França, Otto Vaillant, expressou sua gratidão pela solidariedade demonstrada ao seu país e enfatizou a importância da mobilização internacional contra a renovada agressão.
O secretário nacional do Partido Comunista Francês, Fabien Roussel, instou o presidente Emmanuel Macron, em carta aberta, a agir sem demora para impedir o bloqueio de petróleo dos EUA contra Cuba e a facilitar a ajuda à nação bloqueada.
Roussell também pediu ao presidente que utilizasse os mecanismos da União Europeia, em particular o Regulamento 2271, de 22 de novembro de 1996, para lidar com o alcance extraterritorial do bloqueio.
Esta semana, Sophie Binet, secretária-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das maiores centrais sindicais da França, também tinha mandado carta ao presidente francês pedindo que condenasse a escalada da agressão de Washington contra Cuba e apoiasse o país com assistência humanitária.
France Cuba, Cuba Cooperation France, Cuba Linda e Cuba Si France, organizações com décadas de trabalho de solidariedade com a Ilha, emitiram declarações e convocaram à mobilização contra as políticas de estrangulamento econômico implementadas pelo governo Trump.
Fonte: Prensa Latina
