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Condenar o responsável pelas dificuldades

por Irene Fait

Por Roberto Morejón.

 

A ordem executiva emitida pelo governo de Donald Trump declarando Cuba uma suposta ameaça e impondo um bloqueio energético, foi amplamente noticiada pela imprensa, contudo seria vital  uma forte condenação.

A mídia tem mostrado o aumento das carênciais materiais em Cuba e o impacto das severas restrições de combustível impostas pelos Estados Unidos.

No entanto, as explicações da mídia não deram suficientes detalhes de que o mais recente aperto do cerco por parte do governo americano se soma a um bloqueio que já dura mais de seis décadas.

Nos últimos meses, a presença militar desproporcional dos EUA na região impediu que petroleiros carregados com combustível venezuelano chegassem a Cuba.

Em 29 de janeiro, uma ordem executiva anunciou a imposição de tarifas a potenciais fornecedores de combustível para a ilha — em outras palavras, um bloqueio energético expeditivo.

Nesse cenário sombrio, abundam relatos jornalísticos sobre as dificuldades enfrentadas pelos cubanos, mas muitos esquivam denunciar o promotor de tais abusos.

Tudo isso apesar de o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, ter instado os Estados Unidos a suspenderem as sanções que impedem o fornecimento de petróleo a Cuba.

Essa escassez diminui o acesso à água, ao saneamento e à higiene, e põe em risco o funcionamento dos hospitais, afirmou Marta Hurtado, porta-voz do escritório de Türk em Genebra.

Exatamente. Tudo isso faz parte de uma estratégia, como destacou o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío.

Para apertar todas as válvulas possíveis, sufocar a economia cubana e infligir o máximo de danos imagináveis ​​à população.

Trata-se de punição coletiva, uma prática repreensível que vem sendo condenada há mais de 100 anos, declarou Fernández de Cossío.

Infelizmente, denúncias diretas como essa não proliferam na imprensa internacional, embora haja exceções, como o jornal La Jornada.

O jornal mexicano escreveu: “O regime dos EUA está determinado a arrastar Cuba de volta à Idade da Pedra.

O bloqueio às importações de petróleo, seja militar ou baseado em tarifas, é devastador para qualquer economia, e ainda mais para a de Cuba.

Sem dúvida, é importante demonstrar solidariedade ao povo cubano, mas também é essencial denunciar os responsáveis ​​pela imposição dos castigos à população da Ilha.

 

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