O povo americano está sendo convocado a manter um estado de mobilização permanente levando em conta os eventos ocorridos na Venezuela em 3 de janeiro, declarou o ativista Mark L. Friedman à Rádio Havana Cuba, e transmitiu um apelo emitido pelo Comitê Mãos Fora de Cuba de Los Angeles.
A convocação anuncia a necessidade de organizar ações em todo o mundo, protestos nas ruas e palestras informativas, para conscientizar sobre os atos de terrorismo perpetrados pelo atual presidente Donald Trump para tomar o controle dos recursos naturais do país sul-americano.
Eles endossam chamada da organização sindical AFL-CIO, que pede união internacional para condenar as ações inconstitucionais do presidente Trump na Venezuela.
“Este é um passo importante para mobilizar não apenas os esforços de paz, mas também para construir solidariedade dentro do movimento sindical em apoio a Cuba, para acabar com o bloqueio e para remover Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo.”
“Nós nos unimos à campanha LetCubaPlay, exigindo que os Estados Unidos concedam vistos aos atletas olímpicos cubanos, que tiveram seus vistos negados”, afirma o Comitê Mãos Fora de Cuba de Los Angeles.
Atendendo às convocações e sob o lema “Não à guerra contra a Venezuela!”, milhares de pessoas juntaram-se às manifestações em frente à Casa Branca. Protestos pacíficos ocorreram no domingo, 4 de janeiro, em Anchorage, Alasca;
Charlotte, Carolina do Norte; Eugene, Oregon; Los Angeles, San Diego e São Francisco, Califórnia; bem como na cidade de Nova York; Pittsburgh, Pensilvânia; Phoenix, Arizona; San Marcos, Texas; e Savannah, Geórgia.
Por sua vez, a Associação Cultural José Martí, nos Estados Unidos, condenou veementemente a agressão contra a Venezuela, em flagrante violação do direito internacional.
Uma declaração nos mesmos termos foi emitida na cidade de Valdivia, Chile, pelo Coletivo José Martí de Los Ríos.
Eles expressaram suas condolências ao povo cubano pelas mortes dos 32 mártires internacionalistas durante a agressão contra a nação irmã da Venezuela.
A ativista de solidariedade Marisol Molina compartilhou um cartão postal virtual com o texto: “De cada um de seus corações brotará a rosa branca de Martí, que honrará para sempre suas vidas heroicas. Que a honra e a glória sejam o refúgio de suas famílias e de sua pátria.”
Por sua vez, o Movimento Colombiano de Solidariedade com Cuba também expressou profunda tristeza pela terrível perda dos 32 filhos da Pátria de Martí, combatentes revolucionários que tombaram em consequência do ataque criminoso perpetrado pelo governo dos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela.
“Às famílias dos heróis que tombaram em serviço no dia 3 de janeiro, estendemos nossas condolências. Jamais esqueceremos o sacrifício dos mártires que enfrentaram o poderoso, turbulento e brutal inimigo do norte”, conclui o texto.
Da mesma forma, cita uma mensagem de Che Guevara à Tricontinental e observa: “Que nossa dor, raiva e tristeza se tornem um grito de guerra no ano do Centenário do Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz.”
