Em um contexto marcado por dificuldades de todos os tipos, Cuba comemora em 24 de fevereiro a retomada, em 1895, da luta pela independência conhecida como Guerra Necessária, com o levante armado planejado pelo Partido Revolucionário Cubano (PRC), liderado pelo Herói Nacional José Martí.
Trata-se de uma ação simultânea organizada em cerca de 350 localidades cubanas, incluindo Baire, cidade situada a cerca de 75 quilômetros da cidade de Santiago de Cuba, no leste do país, e figura entre os eventos mais significativos da história da Ilha.
Naquele dia, os combatentes pela independência cubana, conhecidos então e agora como Mambises, pegaram em armas novamente e iniciaram a Guerra Necessária idealizada por Martí para alcançar a independência definitiva do domínio colonial da Espanha.
Unido pela necessidade urgente de verdadeira liberdade e soberania, e guiado pela determinação, coragem e experiência dos heróis Antonio Maceo e Máximo Gómez, o povo decidiu completar a luta que havia começado quase três décadas antes com o Grito de Yara e que fora interrompida uma e outra vez.
Dessa forma, os cubanos legitimaram os esforços organizacionais do Partido Revolucionário Cubano (PRC), demonstraram a importância da unidade entre as classes sociais e definiram, sem hesitação, que sua principal aspiração era a independência de Cuba de qualquer forma de dominação.
Com convicção inabalável, proclamaram que não buscavam apenas a independência definitiva de Cuba do domínio colonial espanhol, mas também almejavam consolidar um projeto político e social no qual pudessem ser donos de seus destinos.
Acima das lutas internas, colocaram a independência de Cuba e o sonho de forjar um futuro livre de ataduras coloniais ou de qualquer outra natureza.
Evocar a revolta na madrugada de 24 de fevereiro de 1895 obriga a lembrar o sacrifício dos patriotas e a necessidade de manter viva a memória daquele passo rumo à independência alcançada em 1898, embora tivessem surgidos outros desafios.
Lembrar disso não é — e não deve ser — um olhar nostálgico eventual. É a reafirmação do desejo de sempre ver uma Cuba livre e soberana, uma homenagem àqueles que deram suas vidas por um ideal comum.
É um ato de compromisso com a história e o futuro do país; é — e deve ser — uma (outra) sacudida à consciência individual e coletiva, para nos lembrar que a soberania e a justiça nunca devem ser consideradas conquistas definitivas, mas sim direitos que exigem vigilância e luta constantes.
Fonte: Prensa Latina
