Cuba condenou, nos termos mais veementes, a agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e reiterou categoricamente seu apoio e solidariedade absolutos ao povo e ao governo daquele país.
Durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, realizada nesta segunda-feira a pedido da Venezuela, o representante permanente de Cuba, embaixador Ernesto Soberón, afirmou que o ataque ocorreu “com absoluto desrespeito à Carta das Nações Unidas e ao Direito Internacional”.
Nas primeiras horas de 3 de janeiro, “as forças militares dos EUA atacaram a Venezuela com total brutalidade e traição e, em um ato inaceitável e bárbaro, sequestraram seu presidente legítimo, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores”, declarou Soberón.
Cuba se une à demanda, enfatizou, para que o governo dos Estados Unidos “liberte o presidente constitucional, Nicolás Maduro Moros, e sua esposa, Cilia Flores”.
Lembrou que, desde setembro do ano passado, Cuba vem denunciando os planos hegemônicos e criminosos dos Estados Unidos e suas ações agressivas contra a Venezuela e a região.
“Expusemos claramente as graves e imprevisíveis consequências da conduta irresponsável do governo dos Estados Unidos para a estabilidade política, social e econômica da América Latina e do Caribe e, de forma mais geral, para a paz e a estabilidade internacionais”, ressaltou.
Reiterou os alertas emitidos em 23 de dezembro nessa mesma assembleia a respeito da “sequência e escalada de ações realizadas pelos Estados Unidos em tempo recorde, com o objetivo de derrubar à força o governo legítimo e constitucional da Venezuela e acabar com a União Cívico-Militar”.
Seu objetivo final não é a falsa narrativa do combate ao narcotráfico, mas sim o controle sobre as terras e os recursos naturais da Venezuela, como o presidente (Donald) Trump e seu secretário de Estado declararam aberta e “descaradamente”, salientou.
Trata-se de uma agressão imperialista e fascista com objetivos de dominação, que busca reavivar as ambições hegemônicas dos EUA sobre Nossa América, enraizadas na obsoleta Doutrina Monroe, sentenciou.
“Se o governo dos EUA, desprovido de qualquer autoridade moral, realmente se importasse com a paz, a liberdade e a justiça dos venezuelanos, não teria bombardeado esse território com absoluto desrespeito pelas vidas, soberania e integridade territorial dessa nação.”
Soberón destacou que “no ataque criminoso perpetrado pelos Estados Unidos, 32 cubanos perderam a vida em combate, cumprindo missões em nome das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, a pedido de seus homólogos naquele país.”
Nossos compatriotas cumpriram honrosamente seu dever e tombaram, após feroz resistência, em combate direto contra os atacantes ou em decorrência do bombardeio das instalações, enfatizou o representante cubano.
“Com seu comportamento heroico, defenderam a solidariedade de milhões de compatriotas”, acrescentou.
O diplomata reafirmou o compromisso inabalável de Cuba com a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz.
Fonte: Prensa Latina
