Casa TodosNacionalCuba denuncia em Genebra escalada da agressão dos EUA

Cuba denuncia em Genebra escalada da agressão dos EUA

por Irene Fait
Roberto Cabañas

Cuba denunciou na segunda-feira, na reunião de organização da 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, a escalada sem precedentes da agressão dos Estados Unidos contra a nação caribenha.

O representante de Cuba, Roberto Cabañas, afirmou em seu discurso que a agressão “visa punir impiedosamente toda a nossa população, em flagrante violação de seus direitos humanos”.

Explicou que Washington está chegando ao ponto de ameaçar com tarifas comerciais os países que forneçam petróleo a Cuba. Com isso, acrescentou, “pretendem tornar a comunidade internacional cúmplice de um bloqueio energético contra nossa nação”.

Na fala, especificou que estão usando como pretexto absurdo que Cuba constitui uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos Estados Unidos.

O diplomata expôs o verdadeiro objetivo dessa draconiana medida coercitiva unilateral, que busca paralisar a atividade econômica e social do país e causar sofrimento a milhões de cubanos.

Cabañas enfatizou que “o Conselho de Direitos Humanos não pode permanecer em silêncio diante desses atos criminosos”.

O representante cubano também afirmou que a 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos ocorrerá em um contexto internacional complexo, visto que o sistema multilateral e suas instituições estão sob ataque direto.

Os Estados Unidos se retiraram desse órgão e de muitos outros, “buscando impor uma nova ordem internacional, substituindo a força do direito pelo direito da força”, observou.

Um exemplo disso é a brutal agressão militar contra a República Bolivariana da Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

O site do Ministério das Relações Exteriores de Cuba divulga no texto completo da fala que Cuba, no 61º período de sessões do Conselho, agendado de 23 de fevereiro a 02 de abril, apresentará três projetos de resolução.

Os textos abordam “As consequências da dívida externa e de outras obrigações financeiras internacionais correlatas dos Estados sobre o pleno gozo de todos os direitos humanos, em particular os direitos econômicos, sociais e culturais”, “O direito à alimentação” e “A promoção do gozo dos direitos culturais para todos e o respeito à diversidade cultural”.

Fonte: Prensa Latina

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