Os Estados Unidos intensificaram ao extremo o bloqueio econômico contra Cuba, afirmou hoje no Cazaquistão o ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro da nação caribenha, Oscar Pérez-Oliva.
“O governo dos Estados Unidos, em sua busca por domínio e hegemonia sobre o nosso país, elevou a níveis extremos sua política ilegal e arbitrária de bloqueio econômico, comercial e financeiro”, declarou Pérez-Oliva durante uma reunião ampliada do Conselho Intergovernamental Eurasiático, realizada na cidade cazaque de Shymkent.
O ministro cubano destacou que a manifestação mais recente dessa política foi o decreto de 29 de janeiro que impôs tarifas aos países que forneçam petróleo e derivados a Cuba.
“As consequências humanitárias para a nossa população são graves e profundas. Também fomos incluídos, sem qualquer justificativa, em uma lista falsa e vergonhosa de países que supostamente patrocinam o terrorismo, enquanto enfrentamos uma feroz campanha de desinformação sobre a realidade cubana, alimentada por mentiras fabricadas”, acrescentou.
Descreveu as ações de Washington como uma violação flagrante do direito internacional e destacou que os Estados Unidos criaram uma situação econômica muito difícil na ilha, particularmente em termos de disponibilidade de combustível.
“No entanto, Cuba não vacilou e não vacilará em seu compromisso de defender sua independência e soberania absoluta a qualquer custo. Não renunciaremos ao direito de adquirir livre e soberanamente os suprimentos e recursos para o nosso desenvolvimento, incluindo o combustível que o nosso país demanda”, afirmou.
E garantiu que Cuba não abandonará seus planos de desenvolvimento econômico e social em benefício de seu povo. “Estamos determinados a superar essas dificuldades e triunfar. Contamos também com a inestimável amizade e solidariedade da comunidade internacional”, enfatizou.
Fonte: Prensa Latina
