Para aqueles que insistem em rotular Cuba como “Estado falido”, histórias como a de Richard David García Barrera, um menino de Holguín, demonstram que a crise que o país enfrenta não implica inexistência de um Estado, nem ausência de instituições ou coesão social, mas sim desafios multifacetados que exigem análises profundas e soluções abrangentes.
Quando Richard David García Barrera foi internado no hospital com apenas três meses de idade, sua mãe, Ariannis Maylin Barrera González, viveu os dias mais longos de sua vida.
Ele não ganhava peso, não crescia… semanas e semanas se passaram sem nenhuma melhora.
Quando completou dois anos, foi diagnosticado com síndrome de Costello, uma rara doença genética que afeta diversas funções corporais e requer cuidados especiais 24 horas por dia.
A experiência foi muito difícil. Desde a internação, aos três meses de idade, passou por cuidados intermediários e intensivos. Quando não conseguia mais mamar, tivemos que fazer uma gastrostomia para alimentá-lo. Passei nove meses morando com ele no hospital, sem nunca sair do seu lado, aprendendo com os médicos, chorando e rezando para que se mantivesse forte. conta sua mãe.
Naquele momento, o medo não era a única coisa que a acompanhava.Ela recebia apoio dos médicos, enfermeiras, técnicos e até de outras mães que passavam longas horas nas áreas pediátricas do Hospital Clínico-Cirúrgico Provincial de Holguín.
Lá comemoraram seu primeiro aniversário, e foi um momento muito especial: os médicos cantaram para ele, os psicólogos me abraçaram… eu chorava e só desejava que ele conseguisse seguir em frente.
Finalmente, seu bebê recebeu alta, mas precisará de cuidados constantes pelo resto da vida. Antes de ir para casa, especialistas do Programa de Saúde Materno-Infantil inspecionaram o quarto onde viveria, certificando-se de que tinha boa ventilação, acesso à água e era um espaço seguro e limpo. “Tive que me mudar para um lugar mais adequado. Eles verificaram tudo para garantir que a criança estivesse segura”, diz ela, agradecida.
Quando engravidou, ela trabalhava nos correios, mas a doença do filho mudou tudo em sua vida.
“Sou mãe em tempo integral… enfermeira, cozinheira, e ele está comigo o tempo todo. Não tenho horários. Ele precisa de mim para tudo: suas refeições, seus remédios e para dar banho de esponja quando está com muito calor, porque isso o afeta bastante.”
Os cortes de energia se tornaram um grande problema: “Ele tem rotinas muito rígidas e não pode esperar a eletricidade voltar. Sem luz, não há como cuidar dele.”
Essa angústia foi resolvida com uma decisão maravilhosa que lhe trouxe paz de espírito.
Graças ao PAMI (Programa Nacional de Atenção Materno-Infantil) e ao ministério da Saúde Pública, diversas famílias em Holguín com crianças que necessitam de cuidados especiais receberam geradores portáteis EcoFlow.
Este programa social visa garantir que essas crianças, que dependem muito de equipamentos médicos e de manter os alimentos refrigerados ou cozinhá-los em horários específicos, não sofram interrupções em seus cuidados essenciais.
“Quando me disseram que iam me dar um gerador, foi como se um enorme peso tivesse sido tirado dos meus ombros”, confessa essa mulher de Holguín com um largo sorriso. “Agora posso cozinhar, ligar o ventilador e usar o liquidificador quando ele precisa de sua comida moída. É uma enorme tranquilidade, principalmente nas noites quentes.”
Em sua casa no bairro Hilda Torres, Richard David desfruta desta nova rotina onde a tecnologia e o amor de mãe se unem.
Não tem sido fácil. Cuidar de Richard exige dedicação diária e sacrifícios pessoais.
“Não posso sair para trabalhar porque ele precisa de atenção constante. Às vezes me sinto exausta, claro, mas naturalmente continuo. Cada mãe tem sua própria força, e esta é a minha.”
Quando perguntada o que significou ter recebido o gerador, responde imediatamente:
“Tranquilidade. Numa casa com uma criança como esta, a eletricidade é essencial. Este equipamento me permite manter sua alimentação, descanso e conforto. Vai além da eletricidade: é segurança para a vida dele.”
Fonte: jornal Juventud Rebelde
