Por: Demetrio Villaurrutia.
O presidente Miguel Díaz-Canel reuniu-se com líderes de organizações ecumênicas internacionais que estão em visita pastoral a Cuba como demonstração de solidariedade e apoio ao trabalho das igrejas e ao povo cubano. A visita pastoral ocorre no contexto das celebrações da Semana Santa e foi organizada pelo Conselho Cubano de Igrejas e pela Igreja Presbiteriana Reformada.
“É um prazer receber líderes do movimento ecumênico global em um momento como este. Agradecemos muito a presença de vocês aqui, que reafirma que Cuba não está sozinha”, disse o chefe de Estado cubano durante a reunião, que durou pouco mais de uma hora e ocorreu no Palácio das Convenções. O encontro fez parte de uma visita pastoral considerada histórica.
A visita também reafirma a relação histórica entre a Igreja e o povo cubano, observou o presidente, acrescentando que, neste contexto, estamos celebrando também o 85º aniversário do Conselho Mundial de Igrejas.
Em suas palavras, representantes de organizações ecumênicas internacionais transmitiram mensagens de paz, solidariedade e amor, comprometendo-se a continuar cooperando com as igrejas cubanas, como já haviam expressado durante seus intercâmbios em diversas comunidades cristãs. Nesses encontros, tomaram conhecimento da realidade dessas comunidades, como consequência do impacto das medidas coercitivas unilaterais sobre o povo cubano.
Ao iniciar as falas, o reverendo Jerry Pillay, secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, comentou sobre a ampla composição da delegação ecumênica internacional de alto nível, que inclui representantes de organizações de mais de 120 países. “Nossa presença aqui é para oferecer nosso apoio, para dizer ao povo de Cuba que vocês não estão sozinhos”, afirmou.
O encontro com líderes ecumênicos nacionais e internacionais contou também com a presença do primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz e de Roberto Morales Ojeda, secretário de organização do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Yunieski Crespo Baquero, chefe do Departamento Ideológico, e Caridad Diego Bello, chefe do Escritório de Assuntos Religiosos do Comitê Central, entre outros convidados.
Em nome dos líderes ecumênicos do país, Joel Ortega Dopico, presidente do Conselho Cubano de Igrejas, considerou o momento histórico, por reunir importantes líderes ecumênicos internacionais. Comentou que “esta visita é o início para trabalhar juntos”.
“É um momento histórico estar aqui, pois acredito que muitos pastores cubanos têm servido por muitos anos. Em tempos difíceis, nossa Igreja sempre se manteve unida e colaborativa.”
Em seu discurso, o presidente Miguel Díaz-Canel destacou a longa história de resistência e resiliência do povo cubano e como o país está enfrentando a situação atual.
Díaz-Canel garantiu aos líderes ecumênicos presentes que Cuba não se renderá. “Por isso lhes pedimos que contem esta realidade”, disse, e pediu aos líderes das igrejas ecumênicas nacionais que se envolvessem em todas as iniciativas de trabalho comunitário.
“Muito obrigado por estarem aqui conosco e por nos acompanharem, pela mensagem de paz e profunda fé com que nos acompanham. E continuem a orar por nós”, concluiu o chefe de Estado cubano.
Uma oração pela paz e pela resiliência do povo cubano encerrou o encontro com os líderes ecumênicos internacionais, um testemunho de que o amor e a solidariedade devem sempre prevalecer.
A visita da delegação ecumênica internacional foi promovida pelo secretário-geral da Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas, que conseguiu reunir os secretários-gerais do Conselho Mundial de Igrejas, da Comunhão Anglicana, do Conselho Metodista Mundial, da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos e da Igreja Unida do Canadá.
