O presidente Miguel Díaz-Canel enfatizou na sexta-feira a vocação anti-imperialista do povo cubano e alertou para a importância de manter a unidade nacional diante das ameaças.
No segundo dia de homenagem póstuma aos 32 combatentes caídos na Venezuela, o chefe de Estado destacou que a agressão dos EUA confirma a natureza predatória do imperialismo.
“O povo cubano não é anti-imperialista por padrão; o imperialismo nos tornou anti-imperialistas”, afirmou o presidente diante da multidão reunida na comovente cerimônia.
“Mas não apenas Cuba, o mundo será cada vez mais anti-imperialista”, disse. Díaz-Canel enfatizou a relação histórica entre unidade e vitória: “Todas as vitórias do povo cubano estão ligadas à força da unidade. Sempre que as forças patrióticas se dividiram, perdemos. Sempre que se uniram, triunfamos.”
O presidente alertou que os inimigos da nação estão cientes dessa dinâmica e “apostam em quebrar essa unidade”.
Observou que as ameaças atuais lembram as feitas por quase todos os governos americanos controlados pelos chamados falcões partidários da guerra.
Em seu discurso, Díaz-Canel destacou como jovens cubanos viralizaram nas redes sociais a anedota da barracuda, contada por Fidel Castro, na que o líder histórico enfrentou um peixe agressivo nadando diretamente em sua direção, em vez de recuar.
“É assim como devemos agir contra o império, que é barracuda, piranha, tubarão e verme”, afirmou o presidente. “Mas insisto e reitero um fato: foram os jovens cubanos que viralizaram esse vídeo nas redes sociais”.
O presidente interpretou esse fenômeno como um sinal de que as novas gerações estão assimilando e projetando os ensinamentos da Revolução, mantendo viva a tradição de resistência contra a agressão externa.
Fonte: Prensa Latina
