Por Roberto Morejón.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, elogiou os médicos cubanos no México que estão trabalhando lá em conformidade com um acordo entre os governos dos países.
Respondendo a perguntas da imprensa, a presidente afirmou que o México tem um excelente acordo com Cuba no setor da saúde que beneficia muito o país. Sheinbaum destacou a presença dos profissionais da saúde em áreas rurais e de difícil acesso no México, um desempenho que ela descreveu como crucial.
A chefe de Estado esclareceu que os médicos cubanos são remunerados pelo seu trabalho, conforme estabelecido com o governo cubano, e rejeitou as alegações de que são explorados.
A referência a supostas circunstâncias de trabalho forçado é uma tática usada pelo governo dos EUA, particularmente pelo secretário de Estado Marco Rubio, que pressiona diretamente vários países a cortarem suas relações com a Ilha.
Cuba lamentou recentemente a decisão do governo jamaicano de encerrar a cooperação médica com Havana, sob pressão de Washington, destacou o ministério das Relações Exteriores.
O governo da Jamaica anunciou sua decisão de anular o acordo de cooperação na área de saúde de quase três décadas de duração. Durante esse período, mais de 4.700 cooperantes cubanos prestaram assistência na Jamaica, como foi demonstrado durante a passagem do devastador furacão Melissa no final de 2025.
O povo hondurenho, por sua vez, agradeceu aos médicos cubanos pelo seu trabalho exemplar ao saber que sua missão havia chegado ao fim, pois o governo conservador de Nasry Asfura, um aliado próximo de Donald Trump, não renovou o contrato.
Cuba tem demonstrado consistentemente atitude cooperativa na área da saúde, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, como as impostas pelo bloqueio endurecido dos EUA.
O governo americano está boicotando a cooperação médica, que envolve mais de 24.000 profissionais de saúde cubanos em 56 países, apesar de estar alinhada com a Cooperação Sul-Sul e com as normas da Organização Mundial da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde.
Os acordos entre Cuba e outros governos para a prestação desses serviços são implementados com pleno respeito pela soberania e os assuntos domésticos de cada país.
