Espanha se mobilizou em apoio à Venezuela e rejeitou a intervenção dos EUA e o sequestro de Nicolás Maduro. Na noite de sábado, houve manifestações em Bilbao, Saragoça, Navarra e Valência. E neste domingo, aconteceu uma grande concentração perto da embaixada dos EUA em Madri.
Milhares de pessoas se reuniram pacificamente em frente à missão diplomática, que estava fortemente protegida pela Guarda Civil e pela polícia, em resposta a um chamado do Comitê contra a OTAN e as Bases Militares e da Internacional Antifascista.
“Ianques fora da Venezuela”, “Parem as interferências dos EUA no mundo e respeitem a soberania dos povos latino-americanos” foram alguns dos slogans entoados pelos manifestantes.
Junto com bandeiras venezuelanas, exibiram a bandeira palestina e denunciaram o genocídio de Israel em Gaza e a crescente beligerância da OTAN, com a conivência da União Europeia (UE).
Araceli Escudero, ativista da Plataforma Bolivariana de Solidariedade e de grupos de amizade com Cuba, descreveu a manifestação de domingo em frente à embaixada dos EUA na capital espanhola como um sucesso absoluto.
“Faz muito tempo que não víamos tanta gente em uma manifestação desse tipo. O que aconteceu na Venezuela viola todos os direitos e pode inflamar toda a América Latina e o Caribe”, disse ela à Prensa Latina.
Escudero afirmou que o ocorrido na Venezuela foi “um bombardeio infame contra a população e o sequestro de Nicolás Maduro”.
“Para grande desgosto dos americanos, ele é o presidente legítimo da Venezuela, e essa ação merece a condenação do mundo inteiro. A indignação popular hoje era palpável. Trump e os Estados Unidos continuam demonstrando que são inimigos da humanidade”, acrescentou.
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou no sábado que não reconhecerá uma intervenção como a realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, por considerar que “viola o direito internacional e empurra a região para um horizonte de incerteza e beligerância”.
Sánchez pediu a “todos os atores para que pensem na população civil, respeitem a Carta da ONU e trabalhem por uma transição justa e negociada”.
Fonte: Prensa Latina
