Angola prestou homenagem ao líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro (1926-2016), em um evento que acabou sendo tribuna de solidariedade com Cuba diante do intensificado bloqueio dos EUA, incluindo o cerco de petróleo e ameaças de agressão militar.
Cubanos e angolanos reuniram-se no dia anterior no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, no 49º aniversário da primeira visita do estadista cubano e no centenário de seu nascimento, para relembrar as raízes da amizade entre os dois países e o papel do líder na construção desses laços.
“Estamos reunidos neste momento crítico da história de Cuba, em meio a ameaças de violência externa que põem em risco a soberania, a liberdade e a independência nacional do país”, declarou o almirante André Gaspar Mendes de Carvalho.
Ao falar no painel “Fidel Castro e Angola: solidariedade entre dois povos”, expressou sua solidariedade ao povo cubano e agradeceu por tudo o que fizeram pela independência de Angola e pelo progresso da nação, particularmente nas áreas de saúde, educação e segurança nacional.
Mendes de Carvalho, que fez parte do primeiro grupo de cadetes angolanos formados no país caribenho, disse que era um prazer poder prestar um serviço, por pequeno que for, a um país tão merecedor, e lembrou a assistência prestada por Cuba a outros povos do mundo.
O ministro de Estado e chefe da Casa Militar Presidencial, general do Exército Francisco Pereira Furtado, também falou sobre a relação especial entre os dois países.
Angola será sempre grata a Cuba, afirmou, acrescentando que a solidariedade cubana se estende a outras nações do continente, como Moçambique, Etiópia, Guiné-Bissau, Namíbia e África do Sul.
Fonte: Prensa Latina
